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sábado, 9 de abril de 2016

Sobre a transição ( morte física ) do meu Filho Dimas Campos Rosa Filho

  
Novembro...Mês de todas as dores pra mim. Meu pai faleceu no dia 27 de novembro, meu sogro amantíssimo no dia 04 de novembro e meu filho, amor da minha vida, melhor amigo e confidente, parceiro com seu amor incondicional, também se foi em 01 de novembro de 2015, exatamente 06 dias antes do meu aniversário. Só agora com os pensamentos e sentimentos mais ou menos organizados pude escrever sobre esta tragédia que devastou nossa família e amigos. Um amanhecer estranho, eu na serra sem internet e celular acordei de um pesadelo hediondo em que ele se mostrava a mim, ferido, sangrando e indo sem que eu pudesse toca-lo, despertei com o coração opresso, me dirijo a varanda para respirar e entender aquele sentimento funesto e avassalador. Enquanto isso, tudo já estava consumado...Aproximadamente a 1 da manhã de domingo dia de todos os santos, após jantar com o irmão e deixa-lo em casa, no caminho, sem explicação uma colisão frontal do seu carro com um ônibus da viação 1001, intermunicipal. Não sobrou nada a morte foi instantânea, seu corpo saudável, sua mente brilhante fruto de muitos cursos e viagens pelo mundo afora se apagou. Seu espirito inquieto enfim encontrou a paz, mas nos deixou destroçados pela perda presencial de tanta generosidade, inteligencia, amor incondicional, filho exemplar e partiu. Hibernei por 2 meses tentando entender, aceitar e continuar. Desci aos infernos de tanta dor e achei que não ia sobreviver a carga de tanto sofrimento. Passados 5 meses, começo a emergir da escuridão e aceitar ao que me foi imposto por forças a mim desconhecidas, já que não sou ligada a nenhuma religião ou rótulos, o que me norteia é o amor ao próximo e não faça a ninguém aquilo que não gostaria que fizessem contigo. Mergulhei fundo no trabalho, indo até a exaustão como forma de terapia. Atualmente vivo de recaídas repentinas e o choro vem sem hora de parar e assim vou administrando cada dia para suplantar a saudade dolorosa daquele que foi meu parceiro, confidente e muito, muito mesmo amado filho aqui e por toda eternidade.


Elsy Myrian Pantoja
Direitos Autorais Resrvados        

5 comentários:

  1. Amiga!A única coisa que posso te desejar no momento é Força!!! Ninguém tem o direito de exigir mais nada de uma mãe que acaba de perder um filho!
    Chore tudo o que tiver que chorar...Viva seu luto mas nunca deixe de lutar! O tempo ameniza um pouco a dor...
    Um abraço bem apertado!!!

    Marineide

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  2. Me parece uma boa iniciativa compartilhar as suas dores, dessa forma tão profunda. Amamos as pessoas muito mais quando conhecemos os sentimentos delas. Talvez resida aí o crescimento da solidariedade, e não da inveja e tristeza quando se vê nas redes sociais um mundo colorido das relações, que, de fato, não existe.

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  3. Me parece uma boa iniciativa compartilhar as suas dores, dessa forma tão profunda. Amamos as pessoas muito mais quando conhecemos os sentimentos delas. Talvez resida aí o crescimento da solidariedade, e não da inveja e tristeza quando se vê nas redes sociais um mundo colorido das relações, que, de fato, não existe.

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  4. parece uma boa iniciativa compartilhar as suas dores, dessa forma tão profunda. Amamos as pessoas muito mais quando conhecemos os sentimentos delas. Talvez resida aí o crescimento da solidariedade, e não da inveja e tristeza quando se vê nas redes sociais um mundo colorido das relações, que, de fato, não existe.

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  5. Saudades do Amigo, da alma tremenda e do abraço terno 😌

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Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo