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Mostrando postagens com o rótulo Poema de Casemiro José Marques de Abreu

Amor e Medo

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Quando eu te vejo e me desvio cauto Da luz de fogo que te cerca, ó bela, Contigo dizes, suspirando amores: -”Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!” Como te enganas! meu amor é chama Que se alimenta no voraz segredo, E se te fujo é que te adoro louco… És bela – eu moço; tens amor, eu – medo… Tenho medo de mim, de ti, de tudo, Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes. Das folhas secas, do chorar das fontes, Das horas longas a correr velozes. O véu da noite me atormenta em dores A luz da aurora me enternece os seios, E ao vento fresco do cair das tardes, Eu me estremeço de cruéis receios. É que esse vento que na várzea – ao longe, Do colmo o fumo caprichoso ondeia, Soprando um dia tornaria incêndio A chama viva que teu riso ateia! Ai! se abrasado crepitasse o cedro, Cedendo ao raio que a tormenta envia: Diz: – que seria da plantinha humilde, Que à sombra dela tão feliz crescia? A labareda que se enrosca ao tronco Torrara a planta qual queimara o galho E a pobre nunca reviver pudera. Chove...