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domingo, 14 de agosto de 2011

O Recado Espiritual das Almas Livres


 



(Falando de Renovação Consciencial)

Olá, caro rapaz!
Que bom que você veio. 
Porque há um poder maior que o trouxe até aqui.
O mesmo poder que lhe deu a vida e o fez descer a esse lindo planeta azulado.
No entanto, por que você se ilude pensando que pode controlar tudo?
Saiba que não lhe pertence nem mesmo o corpo que lhe serve de veículo carnal nesse momento. E só Deus sabe o seu tempo de experiência na Terra.
E, se nem isso você sabe, como poderá avaliar o que é certo no tempo e na vida dos outros? Você está aqui só de passagem... E todos os homens também! 
Então, faça o seu trânsito de mente aberta e coração magnânimo.
Você possui mais bagagem espiritual do que acredita. Use-a.
Você não é vítima de nada e o universo não está sequer de olho em você, quanto mais perseguindo-o. Quem vem se punindo é você mesmo... Porque deixou de acreditar em si mesmo e na força do seu espírito. 
E o seu amor não foi embora, não. Está aí, com seu brilho empanado por suas lágrimas, dentro do seu coração. Aliás, sempre esteve... E é a coisa mais linda de todas. 
E a sua luz brilha além da linha do horizonte do que você acha da vida... Sim, bem além, até mesmo das estrelas, pois sua natureza é a mesma do Supremo.
Ah, você deixou de escutar a canção do espírito em seu coração... E isso o machucou demais. E só agora é que você está percebendo isso.
Mas, tudo tem seu momento e, agora, você está aqui. 
Porque uma das almas livres soprou uma inspiração em sua mente, por ordem do Amor Que Gera a Vida. E, agora, você sabe que não foi esquecido, mesmo quando você se esqueceu do próprio espírito.
E, no silêncio do Amor Que Ama Sem Nome, uma luz o guiou até aqui.
Então, eu quero lhe dizer que sua dor é conhecida, assim como o seu coração.
E, dos escombros de suas emoções e do seu choro, está emergindo algo melhor.
Porque você tem a Força do Eterno em seu próprio ser. Você já tinha, antes mesmo de reencarnar na Terra. E é Dela que você deve se nutrir, em espírito em verdade. 
E uma das almas livre, tranquilas e magnânimas, o abençoou secretamente.
Sim, "lá das esferas espirituais elevadas", alguém que ama em silêncio tocou seu coração. E eu não sei mais o que lhe dizer. E nem o tempo de coisa alguma.
Eu só sei sentir e escrever...
E sei que nenhum de nós caminha sozinho, mesmo naqueles momentos em que pensamos que o céu nos abandonou... Porque há almas livres, velando em silêncio, por nossos corações.
Suas dores são conhecidas, e as minhas também - e a de todos os seres humanos.
E é nos momentos difíceis que precisamos nos lembrar disso.
Portanto, acalme o seu coração. Voe espiritualmente, nas asas da prece, e capte a Luz do Todo. E quando abraçar alguém, que não seja por dramas, mas, pela alegria de um reencontro. Pela grandeza do Amor. Pela Força do Espírito.
E que tudo se esclareça e você e seus entes queridos reconstruam suas emoções e sigam em frente...
Ah, que bom que você veio!
Para que eu lhe ofereça, aqui e agora, esse presente: o conhecimento de que uma das almas livres olha por você.
Então, que esse olhar secreto, sereno e amoroso, apazigue o seu coração. 
Para que você volte a perceber o Amor mais lindo de todos, na Terra ou no Astral.
Para que suas lágrimas se transformem em muitas risadas, com gosto e paz.

P.S.:
Há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis. 
É a essência da alma. 
Esta é a luz que mora no coração.
Essa é a luz que o trouxe aqui hoje.
Por favor, aceite-a.
E caminhe com ela, para sempre...

Wagner Borges - aprendiz do Todo e admirador das almas livres**.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

HEMORRÓIDAS




Ptolomeu em 150 d.C. falava que a terra era o centro do universo e que tudo girava em torno dela, foram precisos cerca de 1400 anos para esta teoria ser rebatida por Nicolau Copérnico provando para a humanidade que o Sol sim era o centro. Eu, simplesmente eu, descobri em apenas três dias, após 56 anos, que ambos estavam redondamente enganados: o centro do universo é o cú. Isso mesmo, o cú! Operei das hemorróidas em caráter de urgência algumas semanas atrás. No domingo à noitinha, o que achava que seria um singelo peidinho, quase me virou do avesso. É difícil, mas vamos ver se reverte, falou meu médico. Reverteu merda nenhuma, era mais fácil o Lula aceitar que sabia do mensalão do que aquela lazarenta bolinha (?) dar o toque de recolher. Foram quase 2 horas de cirurgia e confesso não senti nadica de nada, nem se me enrabaram durante minha letargia! Dois dias de hospital, passei bem embora tenham tentado me afogar com tanto soro que me aplicaram, foram litros e litros; recebi alta e fui repousar em casa. Passados os efeitos anestésicos e analgésicos, vem a primeira vez. PUTA QUI O PARIU!!! Parece que você ta cagando um croquete de figo da Índia, casca de abacaxi, concha de ostra e arame farpado. É um auto-flagelo. Por uns três dias dói tanto que você não imagina uma coisinha tão pequena e com um nome tão reduzido (cú) possa doer tanto. O tamanho da dor não é proporcional ao tamanho do nome, neste caso, cú deveria chamar dobrovosky, tegulcigalpa, nabucodonosor. Passam pela cabeça soluções mágicas: - Usar um ventilador! Só se for daqueles túneis aerodinâmicos.> - Gelo! Só se eu escorregar pelado por uma encosta do Monte Everest. - Esguichinho dagua! Tem que ser igual a da Praça da Matriz, névoa seguida de jatos intercalados. Descobri também que somos descendentes diretos do bugio, porque você fica andando como macaco e com o cú vermelho; qualquer tosse, movimento inesperado, virada mais brusca o cú dói, e como! Para melhorar as idas à privada, recomenda-se dieta na base de fibras, foi o que fiz: comi cinco vassouras piaçaba, um tapete de sisal e sete metros de corda. Agora sei o sentido daquela frase: quem tem medo de cagar não come! Tudo valeu, agora já estou bem, cagando com manda o figurino, não preciso pensar para peidar, o cú ficou afinado em ré menor, uma beleza! O foda é que usei Modess por 20 dias após a cirurgia e hoje to sentindo falta dele!



Meu Deus!!!!

Autor Desconhecido - Esse texto não é de minha autoria, resolvi colocar esta observação, pois alguns amigos ficaram preocupados comigo. Se alguem souber o autor me remetam por email.
Elsy Myrian Pantoja


domingo, 7 de agosto de 2011

Tempo Mágico




Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. 

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. 

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio. 

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. 

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. 

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... 

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus. 

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena .



(Rubem Alves)


Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo