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domingo, 30 de janeiro de 2011

Usina Hidrelétrica de Belo Monte

 
 
Belo Monte é uma usina hidrelétrica projetada a ser construída no Rio Xingu, no estado brasileiro do Pará. Sua potência instalada será de 11 233 MW, o que fará com que seja a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira, visto que a Usina Hidrelétrica de Itaipu está localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai.

De acordo com o site governamental da Agência Brasil, Belo Monte será a única usina hidrelétrica do Rio Xingu.

O lago da usina terá uma área de 516 km², mostradas no mapa de localização para o Google Earth. A usina terá três casas de força.

A previsão é que, se concluída, a usina será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas de a chinesa Três Gargantas e da binacional Itaipu, com 11,2 mil MW de potência instalada Seu custo é estimado hoje em R$ 19 bilhões. A energia assegurada pela usina terá a capacidade de abastecimento de uma região de 26 milhões de habitantes, com perfil de consumo elevado como a Região Metropolitana de São Paulo.


Cronologia

1975

Iniciado os Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu
1980

A Eletronorte começa a fazer estudos de viabilidade técnica e econômica do chamado Complexo Hidrelétrico de Altamira, formado pelas usinas de Babaquara e Kararaô
 
1989

Durante o 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, realizado em fevereiro em Altamira (PA), a índia Tuíra, em sinal de protesto, levanta-se da plateia e encosta a lâmina de seu facão no rosto do presidente da Eletronorte, José Antonio Muniz, que fala sobre a construção da usina Kararaô (atual Belo Monte). A cena é reproduzida em jornais e torna-se histórica. O encontro teve a presença do cantor Sting. O nome Kararaô foi alterado para Belo Monte em sinal de respeito aos índios
1994

O projeto é remodelado para tentar agradar ambientalistas e investidores estrangeiros. Uma das mudanças preserva a Área Indígena Paquiçamba de inundação
2001

Divulgado um plano de emergência de US$ 30 bilhões para aumentar a oferta de energia no país, o que inclui a construção de 15 usinas hidrelétricas, entre elas Belo Monte. A Justiça Federal determina a suspensão dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) da usina
2002

Contratada uma consultoria para definir a forma de venda do projeto de Belo Monte. O presidente Fernando Henrique Cardoso critica ambientalistas e diz que a oposição à construção de usinas hidrelétricas atrapalha o País. O candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva lança um documento intitulado "O Lugar da Amazônia no Desenvolvimento do Brasil", que cita Belo Monte e especifica que "a matriz energética brasileira, que se apoia basicamente na hidroeletricidade, com megaobras de represamento de rios, tem afetado a Bacia Amazônica".

2006

O processo de análise do empreendimento é suspenso e impede que os estudos sobre os impactos ambientais da hidrelétrica prossigam até que os índios afetados pela obra fossem ouvidos pelo Congresso Nacional
2007

Durante o Encontro Xingu para Sempre, índios entram em confronto com o responsável pelos estudos ambientais da hidrelétrica, Paulo Fernando Rezende, que fica ferido, com um corte no braço. Após o evento, o movimento elabora e divulga a "Carta Xingu Vivo para Sempre", que especifica as ameaças ao Rio Xingu e apresenta um projeto de desenvolvimento para a região e exige sua implementação das autoridades públicas. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, autoriza a participação das empreiteiras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez nos estudos de impacto ambiental da usina.
2009

A Justiça Federal suspende licenciamento e determina novas audiências para Belo Monte, conforme pedido do Ministério Público. O Ibama volta a analisar o projeto e o governo depende do licenciamento ambiental para poder realizar o leilão de concessão do projeto da hidrelétrica, previsto para 21 de dezembro. O secretário do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, propõe que o leilão seja adiado para janeiro de 2010
2010

A licença é publicada em 1º de fevereiro e o governo marca o leilão para 20 de abril
Impacto da obra
A construção da usina tem opiniões conflitantes. As organizações sociais têm convicção de que o projeto tem graves problemas e lacunas na sua formação.

O movimento contrário à obra, encabeçado por ambientalistas e acadêmicos, defende que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos. Um estudo formado por 40 especialistas e 230 páginas defende que a usina não é viável dos pontos de vista social e ambiental.

Outro argumento é a obra irá inundar permanentemente os igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. A vazão da água a jusante do barramento do rio em Volta Grande do Xingu será reduzida e o transporte fluvial até o Rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu será interrompido. Atualmente, este é o único meio de transporte para comunidades ribeirinhas e indígenas chegarem até Altamira, onde encontram médicos, dentistas e fazem seus negócios, como a venda de peixes e castanhas.

A alteração da vazão do rio, segundo os especialistas, altera todo ciclo ecológico da região afetada, que está condicionado ao regime de secas e cheias. A obra irá gerar regimes hidrológicos distintos para o rio. A região permanentemente alagada deverá impactar na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. Estas árvores são a base da dieta de muitos peixes. Além disto, muitos peixes fazem a desova no regime de cheias, portanto, estima-se que na região seca haverá a redução nas espécies de peixes, impactando na pesca como atividade econômica e de subsistência de povos indígenas e ribeirinhos da região.

Segundo a professora da UFPA Janice Muriel Cunha os impactos sobre a ictiofauna não foram esclarecidos ao não contemplar todas as espécies do Rio Xingu.

O bispo austríaco Erwin Kräutler que há 45 anos atua na região considera o empreendimento um risco para os povos indígenas, visto que poderá faltar água ao desviar o curso para alimentar as barragens e mover as turbinas, além de retirar os índios do ambiente de origem e de inchar abruptamente a cidade de Altamira que pode ter a população duplicada com a hidrelétrica. Segundo o bispo, os problemas em Balbina e Tucuruí, que a princípio seriam considerados investimentos para as populações do entorno, não foram superados e servem de experiência para Belo Monte, já que os investimentos infraestruturais ou a exploração do ecoturismo - "no território mais indígena do Brasil" - poderiam acontecer sem a inserção e ampliação da hidrelétrica.

Em agosto de 2001, o coordenador do Movimento pela Transamazônica e do Xingu, Ademir Federicci, foi morto com um tiro na boca enquanto dormia ao lado da esposa e do filho caçula, após ter participado de um debate de resistência contra a Usina de Belo Monte. Ameaçada de morte desde 2004, a coordenadora do Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Pará e do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antonia de Melo, também é contrária à instalação da usina e não sai mais às ruas. Ela acredita que a usina, que inicialmente seria chamada de Kararaô, é um projeto mentiroso e que afetará a população de maneira irreversível, "um crime contra a humanidade". Segundo ela, nove povos indígenas, ribeirinhos e trabalhadores da agricultura familiar, por exemplo, serão expulsos para outras regiões. A alternativa seria um desenvolvimento sustentável, que não tivesse tantas implicações.

Em dezembro de 2009, o Ministério Público do Pará promoveu uma audiência pública com representantes do índios do Xingu, fato que marcaria seu posicionamento em relação à obra.

As mobilizações populares e de ambientalistas, que há décadas realizam ações de resistência contra a usina, conseguiram repercussão internacional com a proximidade do leilão. No dia 12 de abril de 2010, o diretor James Cameron e os atores Sigourney Weaver e Joel David Moore participaram de um ato público contra a obra[4][34].

No dia 20 de abril de 2010, o Greenpeace, em protesto, despejou um caminhão de esterco bovino na entrada da Aneel. Os manifestantes, com máscaras, empunharam bandeiras com a frase "O Brasil precisa de energia, não de Belo Monte". No mesmo dia, cerca de 500 manifestantes acorrentados também manifestaram indignação com a obra.

Os procuradores da República defendem que a construção da usina deveria ter sido aprovada por meio de lei federal, visto que a obra está em área indígena, especificamente em terras de Paquiçamba e Arara da Volta Grande, mas a Advocacia-Geral da União defende que Belo Monte não será inserida em terras indígenas.

Já o empresário Vilmar Soares, que vive em Altamira há 29 anos, acredita que a usina irá melhorar a qualidade de vida de Altamira, com o remanejamento da população das palafitas - área que será inundada - para moradias bem estruturadas em Vitória do Xingu, e que a usina maior seria acompanhada de outros investimentos, como geração de empregos, energia elétrica para a população rural (a maior parte da energia de de Altamira vem do diesel) e a pavimentação da Transamazônica que impulsionaria a destinação do cacau produzido na região.

Os defensores da obra, formados por empresários, políticos e moradores das cidades envolvidas pelo projeto[28], estimam que cerca de R$ 500 milhões sustentam o plano de desenvolvimento regional que estaria garantido com a usina. Essa injeção de recursos seria aplicada em geração de empregos, educação, desenvolvimento da agricultura e atração de indústrias. Acredita-se também que o empreendimento atrairá novos investidores para a região, considerada a única forma de alavancar o desenvolvimento de uma região carente de investimentos.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, afirma que Belo Monte, um investimento equivalente a 19 vezes ao orçamento do Pará em 2010, será a salvação para a região e que as opiniões contrárias são preconceituosas, pois, segundo ele, a atual proposta envolve um terço da área original que seria alagada. O consumo de energia elétrica tende a aumentar e os investimentos com Belo Monte, segundo ele, serão necessários.

Segundo documento do Centro de Estudos da Consultoria do Senado, que atende políticos da Casa, o potencial hidrelétrico do país é subutilizado e tem o duplo efeito perverso de levar ao uso substituto da energia termoelétrica - considerada "energia suja", embora o uso da energia eólica não tenha sido citada no relatório, e de gerar tarifas mais caras para os usuários. Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia defende o uso das termoelétricas para garantir o fornecimento, especialmente em períodos de escassez de outras fontes.
O caso de Belo Monte envolve a construção de uma usina sem reservatório e que dependerá da sazonalidade das chuvas. Por isso, em época de cheia a usina deverá operar perto da capacidade mas, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW, o que para alguns críticos coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Jogo pode Virar



Um dia passei por você e disse oi, mas você não me deu atenção.

Um dia estava passando na rua e você me viu e dobrou a esquina.

Criei coragem e fui até a sua casa e você só porque estava com seus amigos desfez de mim... O tempo passou fatos mudaram e o jogo pode virar.

Chorei dias por causa seu desprezo, mas levantei a cabeça e dei a volta por cima assim como a chuva vem e vai isso vai passar.
 Portanto não deseje ser mais que ninguém, nunca tente subir na vida passando a perna em alguém, não engane ninguém pra se dar bem na vida.
Lembre-se que hoje você brinca com os sentimentos de alguém, mas amanhã o brinquedo pode ser você.

Edulegal
Imagem Google

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

LEI MARIA DA PENHA

 
 
A Lei 11.340/06, conhecida com Lei Maria da Penha, ganhou este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por vinte anos lutou para ver seu agressor preso.

Maria da Penha é biofarmacêutica cearense, e foi casada com o professor universitário Marco Antonio Herredia Viveros. Em 1983 ela sofreu a primeira tentativa de assassinato, quando levou um tiro nas costas enquanto dormia. Viveros foi encontrado na cozinha, grtitando por socorro, alegando que tinham sido atacados por assaltantes. Desta primeira tentativa, Maria da Penha saiu paraplégica A segunda tentativa de homicídio aconteceu meses depois, quando Viveros empurrou Maria da Penha da cadeira de rodas e tentou eletrocuta-la no chuveiro.

Apesar da investigação ter começado em junho do mesmo ano, a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro do ano seguinte e o primeiro julgamento só aconteceu 8 anos após os crimes. Em 1991, os advogados de Viveros conseguiram anular o julgamento. Já em 1996, Viveros foi julgado culpado e condenado há dez anos de reclusão mas conseguiu recorrer.

Mesmo após 15 anos de luta e pressões internacionais, a justiça brasileira ainda não havia dado decisão ao caso, nem justificativa para a demora. Com a ajuda de ONGs, Maria da Penha conseguiu enviar o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), que, pela primeira vez, acatou uma denúncia de violência doméstica. Viveiro só foi preso em 2002, para cumprir apenas dois anos de prisão.

O processo da OEA também condenou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Uma das punições foi a recomendações para que fosse criada uma legislação adequada a esse tipo de violência. E esta foi a sementinha para a criação da lei. Um conjunto de entidades então reuniu-se para definir um anti-projeto de lei definindo formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres e estabelecendo mecanismos para prevenir e reduzir este tipo de violência, como também prestar assistência às vítimas.

Em setembro de 2006 a lei 11.340/06 finalmente entra em vigor, fazendo com que a violência contra a mulher deixe de ser tratada com um crime de menos potencial ofensivo. A lei também acaba com as penas pagas em cestas básicas ou multas, além de englobar, além da violência física e sexual, também a violência psicológica, a violência patrimonial e o assédio moral.

Ligue 180 e denuncie


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sudeste terá tempestades ainda mais intensas




Jamil Chade - O Estado de S.Paulo

Cientistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertam que os governos do Brasil e, principalmente, dos Estados do Sudeste devem se preparar para enfrentar eventos climáticos extremos nos próximos anos. "Esse não foi um evento isolado (a devastação na região serrana do Rio). Os acontecimentos no Brasil confirmam uma tendência mundial de que tempestades tendem a ser cada vez mais fortes e em locais onde não ocorriam com a mesma força", afirmou Rupakumar Kolli, especialista da OMM.

A entidade diz que ainda não pode confirmar se a intensidade das chuvas no Rio foi causada diretamente pelas mudanças climáticas que afetam o planeta, mas tudo indica que sim. "É difícil dizer se as mudanças climáticas já atuam nesse caso", afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. "O que está claro é que vemos um aquecimento do planeta e um número cada vez maior de eventos climáticos extremos e o que aconteceu no Brasil vai nessa direção."

"Governos precisam entender que esses fenômenos vão se repetir. Essa é a tendência que vemos em todo o mundo, com chuvas mais intensas em locais que não conheciam eventos tão drásticos", ressaltou Kolli. "O governo brasileiro precisa lidar com a vulnerabilidade de suas populações nas áreas de risco porque podemos dizer quase com certeza que novos eventos extremos vão ocorrer."

Mas, se a OMM aponta que o número de mortos em eventos climáticos no mundo é cada vez menor, a tragédia no Rio vai na contramão desta tendência e está entre os dez deslizamentos com maior número de vítimas no mundo entre 1900 e 2011. A avaliação da entidade de meteorologia é que, em 2010, eventos climáticos extremos tiveram número relativamente baixo de mortos graças aos sistemas de alerta. Um exemplo é a enchente na Austrália, que fez poucas vítimas. No caso do Brasil a constatação é diferente. "As enchentes foram excepcionais no Brasil. É um dos casos mais mortais da história do País", disse Jarraud. Para ele, aprimorar sistemas de alerta contra desastres "é um dos melhores investimentos que um governo pode fazer".

A OMM lançou ontem um relatório no qual 2010 entrou para a história como o ano mais quente, igualando-se ao recorde de 1998. Segundo Jarraud, o ano também teve intensos fenômenos naturais, como o calor extremo na África, Groenlândia e Ásia, o frio intenso na Europa e Austrália. Em 2011, as enchentes no Brasil são mais um sinal dessa tendência, segundo a OMM. O organismo acredita que o La Niña não seja responsável pelo fenômeno. "As informações não indicam que o volume significativo de chuvas seja resultado do La Niña. Esse fenômeno atinge o Nordeste do Brasil, não o Sudeste", afirmou Kolli. La Niña é o resfriamento anormal da superfície do Oceano Pacífico.

"É cedo para dizer qual fenômeno foi responsável pelos problemas no Brasil. Não podemos atribuir diretamente ao La Niña, que pode até ter tido um papel indireto. Os cientistas terão uma confirmação nos próximos meses", completou Jarraud.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110121/not_imp669057,0.php

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

São Sebastião - OXOSSI - O ORIXÁ DAS MATAS






São Sebastião
O terceiro Orixá a ser comentado nesse pequeno estudo sobre os Orixás da Umbanda é Oxossi.


Oxossi é o Orixá das matas, do verde, das florestas. Não se entra em mata alguma sem pedir sua licença.


Oxossi também é Orixá Caçador, Orixá da fartura, da inteligência e da prosperidade.


É sincretizado com São Sebastião, o santo protetor da humanidade, dos presos, dos arqueiros, das pessoas com feridas e doenças contagiosas.

Entretanto, deve-se lembrar que o sincretismo não significa afirmar que tratam-se do mesmo ser. Sebastião é Sebastião e Oxossi é Oxossi.



Oxossi


Há lugares, como por exemplo na Bahia, em que Oxossi é sincretizado com São Jorge.

Oxossi é Rei de Ketu, nação africana que chegou ao Brasil juntamente com os negros escravos.

Na Umbanda, a Linha de Oxossi é responsável pelo desenvolvimento mediúnico, sendo seus caboclos os responsáveis, em sua grande maioria, pela cabeça do médium.

Entretanto, cumpre lembrar que as entidades que se manifestam como caboclos não vêm apenas da Linha de Oxossi. Existem caboclos de todos os outros Orixás, como Caboclos de Xangô, de Iansã, de Oxum, de Iemanjá, etc.

Também, da Linha de Oxossi não vêm apenas caboclos. Podem vir pretos-velhos, crianças e até Exus.

Também é comum confundir Oxossi com os próprios Caboclos. Oxossi é um Orixá, uma força imaterial, uma manifestação divina. Já os caboclos são espíritos de índios que viveram aqui na terra.

A cor de Oxossi é o verde.

Seu dia é 20 de Janeiro.

Seu dia da semana é a quinta-feira.


Sua saudação pode ser feita da seguinte forma: Okê Oxossi; Okê Caboclo, Okê Arô, Okê bambi o clim;

As oferendas para Oxossi levam frutas, raízes, sementes, velas verdes e são entregues preferencialmente na mata.


PONTOS DE OXOSSI

Segue abaixo alguns pontos específicos do Orixá Oxossi;


PONTO 01


"Oxossi é Rei no Céu,
Oxossi é Rei na Terra,


Oxossi é Rei no Céu,
Oxossi é Rei na Terra


Ele não desce do ceu sem coroa,
sem sua muamba de guerra


Ele não desce do ceu sem coroa,
sem sua moganga de guerra"


PONTO 02


"Eu vi chover, eu vi relampear,
Mas mesmo assim o céu estava azul,
Samborê, Pemba, Folha de Jurema,
Oxossi reina de Norte a Sul!


Samborê, Pemba, Folha de Jurema,
Oxossi reina de Norte a Sul!"



Esse texto pertence ao blog
http://filhosdavovorita.blogspot.com

sábado, 15 de janeiro de 2011

SER

Marta Medeiros

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja
cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que
abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a
hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando
não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam
longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz
ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem
prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece,
é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete
e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte
antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo,
a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação,
mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe
de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que
acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que
não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Amor escondido




Quem me vê assim como estou
em águas revoltas do mar do amor
não imagina que um dia eu disse
não amarei mais
Não irei querer sentir a dor e a alegria
do amor
quem me vê assim fazendo poesia
nem imagina que estou apaixonada
e não sabe da delicia de me sentir amada
quem me vê assim
vê porém toda minha alegria
ah! só não imagina
que vivo e respiro por ti
minha sina
quem me vê assim....
ah meu bem querer
que pena não sabe de nada
nem de você.

Rosane Silveira
às 16:19 do dia 12/05

Região Serrana uma tragédia anunciada




Fico triste, mas muito triste mesmo, quando tragédias, como a que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro, ceifam vidas.
Mais triste ainda eu fico quando tragédias como essas são anunciadas, mas transitam livremente ano a ano diante o descaso geral. Descaso das autoridades, descaso da própria população.
Uma grande fatia da população não pode ver um pé de morro, decidindo de pronto ali se instalar.
As autoridades por sua vez cruzam os braços diante da situação. Afinal, mexer com assuntos de urbanização é arrumar sarna pra se coçar, é mexer com reduto de votos e político nenhum é “maluco” de cometer o bom senso de desocupar áreas inapropriadas à moradia.
O resultado não podia ser diferente: 540 mortos (até o presente momento). Uma catástrofe de difícil análise de proporções.
Todo ano, aos redores desta mesma época, é a mesma coisa. Quem não lembra da tragédia no Rio Grande do Sul e Angra dos Reis? E os inúmeros deslizamentos nos morros do Rio de Janeiro?

Podemos agendar. Ao fim do ano de 2011, ao início de 2012, basta esperar a “bola da vez”. Em algum lugar desse nosso Brasil uma tragédia está agendada, sem o mínimo planejamento para resistir a ela, e muito menos para lidar com suas conseqüências.
Eu ouvi o depoimento de um ministro afirmando: “estamos disponibilizando o benefício do FGTS para amparar as vítimas”.
Meu caro ministro, FGTS não é benefício, e ainda que fosse, você deveria amenizar esse tom que soa como se estivesse fazendo um favor a esse povo. Esse povo, meu caro ministro, é para você e sua corja um grupo de meros contribuintes e eleitores, muito antes de ser um grupo de cidadãos ou seres humanos.
Benefício é o Bolsa Família, “Auxílio a isso”, “Auxílio àquilo”, e muitos outros “auxílios” que vocês criam pra mascarar a incompetência (ou má vontade) de não gerar empregos, para que cada cidadão possa ter a dignidade de amparar sua família quando for abordado por tragédias como essa.
O Brasil é um dos países que mais recolhe impostos no mundo, e também um dos que menos fazem uso deles (se é que esse uso existe. A CPMF estava por aí e não me deixa mentir).
As pessoas jurídicas são chupadas pelos impostos, enquanto que as pessoas físicas têm seus contra-cheques avassalados por eles, para que depois apareça um cacique e diga que o direito é um “benefício”.
O Brasil ainda é um país de coronéis. Esses coronéis educam seu povo a ser miserável, a ser pedinte, carente de educação e cultura, e dependente de migalhas. Faz sentido. Enquanto existir esse tipo de educação, existirá fonte de votos e de politicagem. Afinal, se tudo isso se extinguisse, o que nossos coronéis iriam propor nas eleições?
Não adianta lamentar, não adianta procurar causas, pois elas existem devido a uma falta de planejamento e desamparo.
Nos resta lamentar e ajudar para que, no mínimo, a dor desse povo seja amenizada. Dor causada pela perda de tudo que se levou uma vida pra construir, dor causada pela morte.
O povo conta com o próprio povo. É um vizinho que contribui com um cobertor, um saco de arroz, macarrão; talvez um parente e amigo que cede o pedacinho do seu teto pra compartilhar; até mesmo celebridades que encontram em suas agendas uma forma de praticar o humanismo.
É triste ver o meu próximo, o meu semelhante, sentado e apoiando os cotovelos nos joelhos num gesto de desamparo, e muito mais triste é saber que 540 ou mais nem se darão a esse luxo.
Os meus sentimentos de pesar, ao povo do Rio de Janeiro, o meu estado querido e amado. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

R.E.M. - Nightswimming



Mergulho Noturno

Mergulho noturno
merece uma noite serena.
A foto em cima do painel,
tirada há muitos anos,
virou ao contrário e reflete-se no pára-brisa.
Cada poste da rua revela a foto ao contrário.
Mesmo assim, é muito mais clara.
Eu esqueci minha camisa à beira d'água.
A lua está baixa hoje à noite.

Mergulho noturno
merece uma noite serena.
Eu não tenho certeza que todas estas pessoas entendem.
Não é como há muitos anos,
O medo de ser pego,
de displicência e água.
Eles não podem me ver nu.
Estas coisas, elas vão embora,
substituídas pelo dia-a-dia.
Mergulho noturno,
recordando aquela noite.
Setembro está próximo.
Eu estou hipnotizado pela lua.
E se houvesse duas
Lado a lado em órbita
Ao redor do mais claro sol?
A mais brilhante mare ja desenhada
não poderia descrever
mergulho noturno

Você, eu achava que eu o conhecia.
Você eu não posso julgar.
Você, eu achava que você me conhecia.
este aqui rindo tranqüilamente
sob minha respiração.
Mergulho noturno.
A foto reflete,
cada poste da rua um lembrete.
Mergulho noturno
merece uma noite serena,
merece uma noite serena.



Desequilíbrio Global


Os grandes Sábios sempre nos ensinaram a filosofia do meio, o Ser e o Equilíbrio. Neste meio, cultivamos a Vida, regada de Amor, mantida com Fé e o fruto colhido é sua Felicidade.
O que está ocorrendo com o nosso planeta não é aquecimento global e sim desequilíbrio global.
Quando a humanidade esta desequilibrada o planeta, tem o mesmo reflexo.
O mundo ao seu redor é um reflexo, um espelho que mostra como somos desequilibrados...
Todos estão vendo os sinais que a natureza está nos passando.
Muito se tem falado sobre o desequilíbrio climático, as degradações ao meio ambiente, a revolta da natureza com os tsunamis, furacões, enchentes, secas, frio de mais e calor demais etc...
Muita seca de um lado, enchentes do outro, nevascas, tornados, tremores e outros problemas com a política, economia, agricultura, e a área da saúde etc...
Antes o clima era definido em suas estações do ano. Mas agora influencia até no nosso estado emocional, que se altera frequentemente.
Não temos um Centro de Gravidade Permanente.
Infelizmente, devido aos nossos defeitos, gravitamos de um ponto ao outro ou em vários pontos ao mesmo tempo.
As Leis que nos regem são realmente mecânicas. Por isso, a necessidade de transcendê-las.
Leis mecânicas e cruéis, como a Lei da morte, do envelhecimento, do karma, do dharma, da gravidade, do pêndulo.
Todos nós temos nossa parcela de responsabilidade, os 3 fatores são meios para transcendermos estas adversidades, não fugindo, mas compreendendo, nos auto-observando.
Pratiquem, lutem, pois é diante das adversidades que surgirão as melhores oportunidades.
Já diziam os sábios que um homem em paz total consigo mesmo, mal natural nenhum poderá atingí-lo.Encham-se de energias positivas, sintonize-se com a natureza e com o universo, busque seu ponto de equilíbrio.
Quando os homens estiverem vibrando em harmonia, o Planeta estará restaurado e harmonioso .

Texto de Francisco P G _ OM

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Amor meu grande Amor



Estou preenchida de palavras que expressam meus sentimentos, todavia o tempo tem trabalhado contra mim, ceifando pequenos momentos preciosos para que eu possa externar de forma lírica e poética este bem querer, que estamos vivenciando. Amor lindo, que nos abrange a cada dia de forma intensa e crescente as fimbrias do nosso ser. Nasceu puro e assim permanecerá. Aprendizes um do outro... Rejubilamos-nos nas vitórias e conquistas. Nosso riso é farto porque estamos plenos da certeza de que estaremos juntos enquanto vida houver aqui e além. Há toda uma estrada a ser trilhada e alguns tropeços certamente ocorrerão, mas teremos nossas mãos unidas para o amparo nas pequenas ou grandes quedas... E quando nos faltar as pernas para completarmos a longa caminhada, criaremos asas e voaremos juntos em direção as forças cósmicas no infindo universo e nos fundiremos em uma só energia oriunda do nosso grande amor.

Elsy Myrian Pantoja
Imagem: Criação de Jonas Rogerio Sanches

Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo