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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Belém Pará-Brasil




Belém menina faceira

Belém de minhas mangueiras
Belém linda morena
Belém saudade que prenha!



Belém de meu açaí sem igual
Belém de minha pescada no tucupi
Belém de minhas tardes de chuva
Belém de meu bacuri...



Belém do patchully;
Belém do tacacá saudoso
Belém de vários sabores
Belém do carimbó gostoso!



Belém morena,
Belém bucólica,
Belém que acolhe
Belém quero-te bem...



Voltar sempre a Belém...
Traz saudades de um bem...
Cheiro de fé por “Nazinha”.
Belém minha estrela guia.

Por: Mone Carmo


sábado, 10 de dezembro de 2011

A carga fica mais leve quando somos menos orgulhosos






19 anos, uma criança ainda para os padrões da época, mas já era mãe. E como foi difícil aprender tudo sozinha, apenas pelo instinto. Algo dentro de mim dizia que as coisas se ajeitariam no seu devido tempo e eu me agarrava a essa certeza com unhas e dentes para não sucumbir. Nada era dispensável, capim, pedra, pau podre tudo tinha uma finalidade, limão, então faremos uma limonada não tinha açúcar vai azedo mesmo e com isso fui amadurecendo sem perceber. Por principio ou índole sou determinada, as escolhas foram minhas  e ninguém menos que eu teria que arcar com as responsabilidades  sem culpar ninguém. E assim fui construindo meu mundo, quando ficava insuportável eu usava a fantasia para amenizar, cantar contar história inventar besteiras e fazer meus bebes rirem enquanto por dentro eu chorava. Não me arrependo de nada, mas se pudesse e tivesse a maturidade necessária à época eu teria feito diferente. Estamos bem viramos várias paginas dos livros de nossas vidas ora sorrindo, outras vezes aos prantos. Hoje olhando o passado vejo o quanto Deus foi bom pra mim, ele me deu filhos maravilhosos, amigos e parceiros que sempre me ajudaram a compor a minha realidade entre eles destaco aqui a ajuda prestimosa de um senhor que já não está entre nós e que morava na cidade de Dom Basílio no sertão da Bahia, quando meu terceiro filho nasceu prematuro ele foi de grande ajuda , mesmo de idade avançada com o corpo suado do labor na lavoura ele chegava e a primeira coisa que fazia era ver seu afilhado Woney, creio piamente que o suor daquele homem ajudou a salvar o meu filho quando tudo era desfavorável para seu desenvolvimento tendo em vista a fragilidade e poucos recursos nos hospitais da cidade para uma criança prematura. Ainda hoje continuo assim vendo Deus nos detalhes do dia a dia, tentando superar as dificuldades que se apresentam com altivez e perseverança, pois não há carga que nos seja dada a qual não possamos carregar, o fardo fica mais leve quando somos menos orgulhosos.

Elsy Myrian Pantoja




Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo