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sábado, 24 de julho de 2010

Perereca depilada




Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve, mas acho que pentelho não pesa tanto assim.

Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.
Eu imaginava que ia doer porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria.
Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.

- Amanhã, às.... Deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.

Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal.

Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue.

Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura.

Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça.

Meu Deus, era O Albergue mesmo.

De repente, ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?

- É... é, isso.

Penélope, então, deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco, senão vai doer mais ainda.

- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia p-o-r-r-a nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.

De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.

- Assim?

- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Ar-re-ga-nha-da, né?

Ela riu. Que situação.

E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem.

Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca.

Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu.

Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todas porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?

- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação. Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pen-te-lhi-nho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali.

Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blá-blá-blás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada.

Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?

- Hein?

- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci a Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bu-nda aqui?

- Hein?

- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o "olho que nada vê". Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, pei-dar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?

- Sim... sonhei de novo com o c-u de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.

Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil c-us por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bun-da tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha mais pra contar a história. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xin-ga-men-tos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Por-ra.. Por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa me-rda...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção.
Ela viu tudo, da perereca ao c-u. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?

- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança.

Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada e matar o primeiro homem que ver e não comentar absolutamente nada.!!! Não fiz nada disso... Um mês depois...

- Normal ou cavada?

Coisas de perereca, vai entender...

A.D.
Imagem Google



Ponte Sobre Águas Turbulentas










Quando você tiver cansada

Se sentindo pequena

Quando houver lágrimas nos teus olhos

Eu irei exugar todas elas



Eu estou do teu lado

Quando o tempo se tornar rude

E os amigos não puderem ser encontrados

Como uma ponte sobre águas turbulentas

Eu irei me colocar

Como uma ponte sobre águas turbulentas

Eu irei me colocar



Quando você estiver pra baixo

Quando você estiver na rua

Quando o anoitecer vier tão forte

Eu irei confortar você



Eu ficarei ao teu lado

Quando a escuridão chegar

E o sofrimento estiver ao redor

Como uma ponte sobre águas turbulentas

Eu irei me colocar

Como uma ponte sobre águas turbulentas

Eu irei me colocar



Navegue, Garota prateada

Navegue

Sua vez chegou, para brilhar

Todos teus sonhos estão a caminho



Veja como eles brilham

Se você precisar de um amigo

Eu estarei navegando ao teu lado

Como uma ponte sobre águas turbulentas

Eu irei confortar tua mente

Como uma ponte sobre águas turbulentas

Eu irei confortar tua mente



Obrigada pela força aos meus amigos queridos, aos meus filhos, em especial aos amigos, Wes, Jorge Augusto(Pangaré Cósmico Cibérnetico) e Thiago (Macaco Pipi) e meu Frater Querido Ivanildo Assis,a minha mana amada Marcia Grega vcs nem imaginam como estão me ajudando e passando a força que preciso nesse momento. Quero agradecer também aos amigos de Orkut pelos recadinho diários ao Geziniel Teixeira meu professor que sempre da uma passadinha pra dá um aperto de mão nas horas que mais necessito. Amo vcs de montão.
Elsy Myrian Pantoja

quarta-feira, 21 de julho de 2010

PSICOPATA





Trechos de “O psicopata — Um camaleão na sociedade atual”


(ed. Paulinas, 2005), do espanhol Vicente Garrido, tradução


de Juliana Teixeira:



“Os indivíduos com traços psicopáticos são pessoas que agem somente em benefício próprio, não importando os meios utilizados para alcançar o seu objetivo. Além disso, são desprovidos do sentimento de culpa e dificilmente estabelecem laços afetivos com alguma pessoa — quando o fazem, é simplesmente por puro interesse.” (do prefácio da psicóloga Ivone Rodrigues Lisboa Patrão)



“Os psicopatas geralmente falam muito, expressam-se com encanto, têm respostas espertas e contam histórias — muito improváveis, mas convincentes — que lhes deixam em uma boa situação perante as pessoas. Não obstante, o observador atento vê que eles são muito superficiais e nada sinceros, como se estivessem lendo mecanicamente um texto.



Falam de coisas atrativas para as quais não têm preparo, como poesia, literatura, sociologia ou filosofia. Não lhes importa ficar evidente que suas histórias são falsas, algo que nem sempre é fácil acontecer, considerando o desembaraço e a imaginação com que empreendem os seus relatos.” (pág. 37)



“O psicopata tem uma auto-estima muito elevada, um grande narcisismo, um egocentrismo fora do comum e uma sensação onipresente de que tudo lhe é permitido. Ou seja, sente-se

o ‘centro do universo’ e se crê um ser superior regido por suas próprias normas. É compreensível que, com tal percepção de si mesmo, pareça diante do observador como altamente arrogante, dominante e muito seguro de tudo o que diz. Fica evidente que ele procura controlar os outros e parece incapaz de compreender que haja pessoas com opiniões diferentes das suas.



Mergulhado nesse mundo de superioridade, raramente o psicopata se preocupa com problemas financeiros, legais ou pessoais que possa ter, pois acredita que são ‘dificuldades transitórias’,

produtos da má sorte ou do azar de terceiros.



Alguém assim não precisa envolver-se em metas realistas de longo prazo e, quando estabelece um objetivo, logo se vê que não tem as qualidades necessárias para alcançá-lo, nem sabe, na verdade, que

é preciso fazer algo. Ele de fato acredita que suas habilidades

lhe permitirão conseguir qualquer coisa.” (pág. 38)



“Mentir, enganar e manipular são talentos naturais para o psicopata. Quando é demonstrado o seu embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce os fatos para que se encaixem de novo.” (pág. 41)



“A convicção com a qual o psicopata conta a sua história vem acompanhada da crença de que o mundo se encontra dividido em dois grupos: os que ganham e os que perdem, de tal modo que

lhe parece um absurdo não se aproveitar das fraquezas alheias.”

(pág. 41)



“Os psicopatas parecem possuir uma incapacidade flagrante

para sentir de modo profundo a categoria completa das emoções

humanas. Às vezes, ao lado de uma aparência fria e distante,

manifestam episódios dramáticos de afetividade, que nada mais

são que pequenas exibições de falsa emotividade.” (pág. 42)



“Por que, então — podemos perguntar —, uma pessoa assim se casa, por que decide ter uma família? As razões variam, evidentemente, mas em geral a resposta é que, quando decidiu casar-se ou ter filhos, naquele momento era uma escolha que servia a seus fins imediatos e acerca da qual não adquiriu nenhum tipo de responsabilidade.” (pág. 47)



“Na realidade, os psicopatas usam metáforas, já que, em seu comportamento enganoso e manipulador, a linguagem florida

e figurativa joga uma parte importante.” (pág. 71)



“A conclusão (...) é uma população que alberga, cada vez mais, jovens transformados em adultos sem um claro código de valores, que assumem o olhar cínico e desconfiado de uma sociedade

em que o sucesso material talvez seja o único bem seguro

e tangível.” (pág. 83)



“O ser humano está cada vez mais isolado, mais sozinho, apesar de poder se comunicar quase instantaneamente com qualquer parte do mundo. Caso aprenda a viver sem necessitar dos outros, aprenderá a não se preocupar com os outros, um traço básico na personalidade psicopática.” (pág. 85)



“De fato, o psicopata está livre das alucinações e dos delírios que constituem os sintomas mais espetaculares da esquizofrenia. Sua aparente normalidade, sua ‘máscara de sanidade’, torna-o mais difícil de ser reconhecido e, logicamente, mais perigoso.” (pág. 99)



“É inquestionável a habilidade que têm os psicopatas de se

rodear de pessoas sem escrúpulos, que lhes facilitam realizar

suas ambições.” (pág. 102)



“A característica do psicopata é não demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que ao resto dos mortais causaria espanto.” (pág. 117)

Texto de autoria de Luiz Fernando
http://avidadomeufilho.blogspot.com






terça-feira, 20 de julho de 2010

Borboletas Choram?

 
 
 
É, gente! Borboleta chora.
Chora e esperneia até ficar de olhos inchados. Nítida impressão de que as Cataratas do Niágara têm menos água do que seus olhos.
Borboleta cai. 
Borboleta se machuca. 
Borboleta quebra as asas.
Borboleta perde a vontade de voar.
Mas ela é a dona da metamorfose. Conhecedora do poder transformador do fogo. Ela tem visão ampla de águia. Ela tem liberdade de águia. Tem o potencial de vôo de águia. Mas busca por flores, e não por caça.
E em seu sublime dom da metamorfose transforma sua queda no mais belo ato de aprendizagem. Se caiu, é pra aprender a levantar. E depois que se aprende, nunca mais se esquece.
As coisas vividas, sentidas na alma, criam uma marca que nem o tempo apaga. Elas permanecem em nós, representando um capítulo de nosso aprendizado. É a nossa marca. Marca de que crescemos mais um pouquinho.
Essa borboleta aqui estava caída e sem rumo. Porém, o motivo de minha queda trasmutou-se no motivo de minha ascensão. 
Reconstruir asas pra quem domina o fogo é fácil!
EU SOU o Sagrado Fogo da Transmutação.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tolerancia Zero

Tolerância Zero!!!
 

A vida requer um exercício constante de muita tolerância. Para vivermos em harmonia devemos ser tolerantes. Quem é seguro de si e conhece seus valores, sabe ser uma pessoa tolerante. Porém, a tolerância requer autoconhecimento e muita sabedoria, pois, há um tênue limite entre a tolerância e a permissividade.

 
É preciso estar sempre atento para que a tolerância não implique em omissão demasiada e em displicência, pois, isto é sinal de irresponsabilidade. Os excessos devem ser evitados em quaisquer circunstâncias, portanto, para ser tolerante, é preciso “compreender”, e, sobretudo, estabelecer limites. Para que isto seja possível, devemos acionar toda nossa sabedoria e intuição. Eu posso, por exemplo, ser intolerante com a mentira, sem precisar ser cruel com o mentiroso. Mas também não devo permitir que o mentiroso me prejudique! O máximo que posso fazer é dar o meu exemplo de honestidade para que o outro possa se espelhar em mim.

 
É muito comum nos relacionamentos sociais, a pessoa intolerantes não “enxergar” os seus próprios defeitos e assim, projetá-los no outro. Desta forma, o intolerante passa a desenvolver um sentimento de frustração, raiva, contrariedade e até mesmo de ódio para com o próximo. E pelo fato do intolerante não “suportar” suas próprias falhas, passa a enxergá-las nas pessoas com as quais convive, isso as incomoda tanto.

 
Um bom método para uma auto-reflexão é, observarmos quais atitudes alheias mais nos incomodam? Devemos parar para pensar no por que do desconforto, com determinadas atitudes. Esta é a base para compreendermos a nossa intolerância em relação aos outros.

 
Mas ser tolerante e delimitar limites requer trabalho e tempo. Isto implica em muitas renúncias. Aceitar os limites e as frustrações da vida é saber aceitar-se. É poder compreender que nada nem ninguém são perfeitos, inclusive você mesmo. A partir do momento que você se conhece e se aceita como é, você está apto para compreender o outro e aceitá-lo também como é.

De acordo com Freud, nossa mente é regida pelos seguintes princípios: O do prazer/desprazer, e pelo princípio da realidade. O primeiro consiste em buscar o prazer, custe o que custar. Desta forma, tudo o que traz desconforto, tem que ser eliminado (intolerância). O segundo princípio implica na possibilidade de antecipar a ação através do “pensamento”, expressando-se pela palavra. O princípio da realidade, portanto, implica numa maior tolerância com relação ao seu próprio desconforto. Assim sendo, se alguém te magoa por exemplo, pelo simples fato de não te dar um sorriso, porque acordou de mau humor, você está sendo guiado pelo princípio do prazer e se sentirá incomodado e, não falará com aquela pessoa por algum tempo. Mas se agir pelo princípio da realidade, esperará até que haja um momento propício para perguntar o que houve com ela e o porquê ela não estava sorridente.
 
Percebam que o segundo principio requer o exercício de “pensar” e isto é uma atividade complexa, pois, exige de você um confronto com as dificuldades e os obstáculos da vida. E como muita gente não gosta de “pensar”, opta pelo princípio do prazer, tornando-se intolerante e inconstante e, conseqüentemente sozinhas.

O intolerante é uma pessoa infeliz, frustrada, insegura e invejosa porque não suporta o confronto com as diferenças. Isto torna o intolerante cada vez mais exigente e rígido com os demais e consigo mesmo.

Portanto, está em nossas mãos sermos tolerantes e compreensivos, construindo muitas “pontes” ao invés de “muros”, e com isto sermos felizes... Ou não. A escolha é nossa!
 
Texto de Marineide Dan Ribeiro
 
 

Este texto foi baseado na leitura do livro: "Não faça tempestade em copo d'água". Adaptado por Magali Guilherme Fernandes

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Borboletas a Transformação da Consciencia

 
 
 
 
A Borboleta é um simbolo de transformação da consciência.
 

 
Todos nós nos tornamos borboletas, muito embora nesse exato momento possamos estar no estado de lagartas, rastejando no nível humano de consciência.

 
Nesse estado, nós rastejamos e encontramos todo o tipo de obstáculos.

 
No nível borboleta de consciência, o que aparecia como obstáculos, não são mais obstáculos, porque estamos acima deles.

 
A lagarta pode levar um bom tempo para atravessar um obstáculo que é uma mesa, mas a borboleta voaria sobre ela.

 
A mesa poderia ainda estar alí, mas não atuaria mais como obstáculo ou uma barreira para a borboleta.

 
A mesa poderia estar alí, porque mesmo no nível de consciência de borboleta, ela ainda poderia ser o que aparenta para o mundo dos problemas, mas nós não mais lhe damos o poder de destruir nossa paz e certeza que veio a transformação da consciência.

 
Portanto dediquemo-nos agora a nos tornar borboletas e voar .....
 
( Loraine Sinkler )


domingo, 11 de julho de 2010

Tempo Mágico

 
 
 
 
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
 

Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.

 
As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

 
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

 
Não tolero gabolices.

 
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

 
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

 
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.

 
Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

 
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.

 
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

 
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo".

 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

 
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".

 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

 
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

 
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

 
O essencial faz a vida valer a pena...

 

 

 

 

 
(Rubem Alves)

 

 

 

 

 

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Amor é uma Semente da Alma






Sinto o Amor como a correnteza de um rio

Que sai arrastando tudo que vê pela frente

Sinto o Amor como uma espada afiada

Que às vezes faz a alma sangrar

Sinto o amor como a sede

E a vontade louca de saciá-la

Mas às vezes esse amor é como um jardim

E nós somos sua semente

O coração descompassado e assustado

Apaixonado jamais aprenderá a dançar

E com medo de perder esse amor

Em algumas manhãs nos recusamos a acordar

O amor é uma prova e poucos conseguem vivenciá-lo

Com medo das estradas longas e das noites vazias

Só os sortudos e afortunados vivem o amor em sua plenitude

E lá nos recônditos da alma está a sementinha

Pronta para florescer como uma linda Rosa

Basta acreditar que o Amor é vital em nossa vida


Elsy Myrian Pantoja













sábado, 3 de julho de 2010

Socrates





MAIS UMA DE SOCRATES

 
 
 
Bem dizia Sócrates a despeito da Alma quando este expôs em sua filosofia que quando a vida se finda apenas a matéria decompõe-se, ficando a alma eternizada.
 
Pedindo licença ao próprio Sócrates, exponho, por outro lado, meu próprio conceito de que não a alma e/ou o espírito, e sim nossa figura abstrata, formada por ações, gestos e a forma peculiar e ímpar que cada um de nós temos, as quais estas sim ficarão eternizadas.

Somos tudo aquilo que aqui fazemos e representamos nessa tal “comédia” chamada vida.

Nosso nome ecoará através dos tempos de acordo com a forma com que aqui desempenhamos nosso papel, deixando o legado de nossa existência a mercê de tudo aquilo que aqui construímos, seja de bom ou ruim.

Mais cedo ou mais tarde algo findará nossa existência em matéria, ou senão, a própria natureza se encarrega de tal missão.

Mas não será a mão sedenta de sangue, e tão pouco a implacável espada da morte natural, que tirarão de nós a eternidade que selamos nesse plano.

Podem macular nosso corpo, ferir nossa carne, nos impor cicatrizes, até mesmo censurar nossa imagem, porém jamais poderão exercer poder sobre nossas idéias, a capacidade independente que cada um tem de raciocinar, enfim, o que reside dentro de nós jamais vai sucumbir.

Quem entregou um amado à terra ou ao fogo sabe como ninguém a sua imortalidade representada pelo sentimento da saudade, uma vez que este jamais morrerá dentro de nós.

Aos inimigos aqui cultivados, faço saber que é inútil se concluir que a desgraça, e tão pouco o fechar eternos de nossos olhos, exterminará aquilo que aqui representamos e assim cada um constrói sua própria imortalidade.

Aos amigos e queridos, deixaremos nossas lembranças por tudo que aqui edificamos, carimbando a nossa eternidade no coração de cada um deles.

Nada na morte nos conforta, afinal, se não temermos a morte, o que temeremos? O fim da matéria é inadiável. No entanto, é a partir desse princípio que definimos o que fazer com a contagem regressiva que iniciamos aqui neste curso.

Precisa a filosofia de Sócrates quando diz que “morremos de verdade quando somos esquecidos”, assim como “conhecer a si próprio fará de cada um de nós um imortal”.

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

TERREMOTOS

TERREMOTOS



Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755),

o Rei perguntou ao General o que

se havia de fazer.

Ele respondeu ao Rei:

'Sepultar os mortos,

cuidar dos vivos e fechar os portos'.



Essa resposta simples,

franca e direta tem muito

a nos ensinar.



Muitas vezes temos em nossa vida

'terremotos' avassaladores,

o que fazer?

Exatamente o que disse o General:

'Sepultar os mortos,

cuidar dos vivos e fechar os portos'.



E o que isso quer dizer para a nossa vida?



Sepultar os mortos significa que não adianta

ficar reclamando e chorando o passado.

É preciso 'sepultar' o passado.

Colocá-lo debaixo da terra.

Isso significa 'esquecer' o passado.

Enterrar os mortos.



Cuidar dos vivos significa que,

depois de enterrar o passado,

em seguida temos que cuidar do presente.

Cuidar do que ficou vivo.

Cuidar do que sobrou.

Cuidar do que realmente existe.



Fazer o que tiver que ser feito para

salvar o que restou do terremoto.



Fechar os portos significa não deixar as

'portas' abertas para que novos

problemas possam surgir ou

'vir de fora' enquanto estamos

cuidando e salvando o que restou

do terremoto de nossa vida.

Significa concentrar-se na reconstrução,

no novo.

É assim que a história nos ensina.

Por isso a história é 'a mestra da vida'.

Portanto,

quando você enfrentar um terremoto,

não se esqueça:

enterre os mortos,

cuide dos vivos e feche os portos.



DISCURSO DE NIZAN GUANAES- (Como paraninfo na formatura de uma turma na Faap)






Dizem que conselho só se dá a quem pede.

E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.

Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.



Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro.

Ame seu ofício com todo o coração.

Persiga fazer o melhor.

Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.



Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.

Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro.

Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro.



Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.



E tudo que fica pronto na vida foi antes construído na alma.



A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano.

O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, filho".



Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário.

Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.



Meu segundo conselho: pense no seu país.

Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.



Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: "Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito".

É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão; o fracasso, ao tédio; o escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.



Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.



Tenho consciência que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.



Não use Rider: não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!"



Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, se fizesse alguma coisa.



Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. Das 8 às 12, das 12 às 8, e mais, se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.



O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.



Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas; mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".



Nizan Guanaes é Publicitário, ex-diretor do site IG e ex-dono da agência DM9

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eis o Primeiro


Se nas flores do campo encontro
Tão belo aroma e canto
que ecoam nos versos e prosa
ou repousam no mar de rosas
do teu sublime encanto
Tão belo como isso seria
o Sol que ao raiar do dia
vem à ti enxugar o pranto
desfazendo a lágrima enquanto
transforma a chuva em mar
ou no orvalho do campo
Mais belo ainda seria
se por trás desse véu de agonia
despertar-me-ia o profundo âmago
aquele que sonho acordado
no astral devaneando...
que eu nada seria
além da natureza viva
em contínuo plano
Então profano
olha teu íntimo e espera
retira as vestes e pétalas
que teu corpo é apenas o manto
da alma que em ti revela
o entoar do lúdico canto.


Wes Rocha
Imagem Google

Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo