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sábado, 26 de maio de 2012

Trecho de uma carta de Lucinha, sua mãe, para Cazuza


Voa, querido, a vida é só uma.
Viva a vida sem medo, sem repressão,
mesmo que seja amando pouco.
O amor, ao mesmo tempo que te beija, te morde; 
ao mesmo tempo que te acaricia, te maltrata;
é duro e mole; é felicidade e infelicidade;
é satisfação e insatisfação.
Viva a vida, vida da minha vida, seja feliz de qualquer forma.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Credo da Paz - Ralph Maxwell Lewis




Por Marcio Gonçalves, sexta, 8 de Julho de 2011 às 19:48
Compartilhado por Ivanildo Assis, em 24/11/2011.

Ralph Maxwell Lewis, F.R.C. (1904-1987) foi um famoso Rosacruz, escritor e místico; deu seqüência a obra do pai, Dr. Harvey Spencer Lewis, tendo sido o segundo Imperator da Ordem Rosacruz – AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis) para a Jurisdição Internacional deste segundo Ciclo Iníciático no Ocidente, de 1939 à 1987. Na Fédération Universelle des Ordres et Sociétés Initiatiques, F.U.D.O.S.I., ele era conhecido com o nome místico de Sâr Validivar.



Sou responsável pela guerra quando orgulhosamente faço uso da minha inteligência para prejudicar o meu semelhante; Sou responsável pela guerra quando menosprezo as opiniões alheias que diferem das minhas próprias; Sou responsável pela guerra quando desrespeito os direitos alheios; Sou responsável pela guerra quando cobiço aquilo que uma outra pessoa conseguiu honestamente; Sou responsável pela guerra quando abuso da minha superioridade de posição privando outros de sua oportunidade para progredir; Sou responsável pela guerra se considero apenas a mim próprio e a meus parentes pessoas privilegiadas; Sou responsável pela guerra quando me concedo direitos para monopolizar recursos naturais; Sou responsável pela guerra se acredito que outras pessoas devem pensar e viver da mesma maneira que eu; Sou responsável pela guerra quando penso que sucesso na vida depende exclusivamente do poder da fama e da riqueza; Sou responsável pela guerra quando penso que a mente das pessoas deve ser dominada pela força e não educada pela razão; Sou responsável pela guerra se acredito que o Deus de minha concepção é aquele em que os outros devem acreditar; Sou responsável pela guerra quando penso que o país em que nasce o indivíduo deve ser necessariamente o lugar onde ele tem de viver;  

Os verdadeiros preceitos da Paz não são legislados, porém formados nas aspirações pessoais e na conduta de milhões de indivíduos. A ignorância proporciona uma felicidade perigosa. A verdadeira Paz nasce do conhecimento que faz desaparecer o medo. Quando os homens perceberem finalmente sua dependência comum manifestar-se-á uma compreensão que transcenderá as barreiras de tempo e espaço, credo e raça.


Sou responsável pela paz se direciono correta e construtivamente os poderes da minha mente; Sou responsável pela paz se concedo ao meu semelhante o direito pleno de se expressar, de acordo com o seu próprio entendimento das verdades da vida; Sou responsável pela paz se reconheço que os meus direitos cessam quando iniciam os direitos dos outros, e aceito isso com um mínimo
indispensável de disciplina; Sou responsável pela paz se faço uso dos meus poderes interiores para criar minhas próprias oportunidades; Sou responsável pela paz se consigo promover a evolução dos que me cercam, sem considerar a minha posição ameaçada, e entendo que esta é a minha maior fonte de sucesso; Sou responsável pela paz se compreendo que as Leis Cósmicas diferem das leis criadas pelo Homem, e que nenhum direito divino especial é concedido a alguém unicamente por seu berço; Sou responsável pela paz se reconheço que os recursos naturais devem servir indistintamente a todas as formas de vida, e que não me cabem direitos exclusivos sobre eles; Sou responsável pela paz se compreendo que nada é mais livre do que o pensamento, e que o pensamento construtivo transforma o Homem direcionando-o para a sua verdadeira meta; Sou responsável pela paz quando sinto que toda felicidade depende do simples fato de existir... de estar de bem com a vida; Sou responsável pela paz se percebo que todo ser humano poderá vir a ser um grato amigo, quando convencido pela argumentação sincera; Sou responsável pela paz se considero que a Alma de Deus adquire personalidade no Homem, e que este só pode conceber Deus a partir de sua própria percepção da Divindade; Sou responsável pela paz se reconheço a mim e ao meu semelhante como partes integrantes do Universo, e que a cada um cabe a busca do lugar onde melhor possa servir;  

Se estou em paz, eu promovo a paz dos que me cercam. Por sua vez, eles promovem a paz daqueles que estão à sua volta e que também farão o mesmo. Então, a paz começa por mim! E sem ela não pode haver a necessária transformação social.

Paz Profunda!




domingo, 13 de maio de 2012

Inquietação de Mãe




A grande inquietação de uma mãe, ao contrário do que se imagina, não é saber se ela dará conta de trocar as fraldas, se o choro do filho é de febre ou de fome, se ela está sendo severa ou molenga demais ou se o filho se sente suficientemente amado. Isso, ao vivo, a mãe resolve. Quando ele é bebezinho ou ainda tão pequeno que não consegue resolver na-da — nem comer — sem a sua ajuda, a mãe tem seus questionamentos, mas ao mesmo tempo é preenchida por uma alegria descomunal, porque ele está lá, numa continuidade de seu ventre, naquela ligação mágica, milagrosa e intraduzível.
Toda mãe sabe que os problemas realmente começam quando ele parte para tomar, sozinho, a condução para a escola ou quando vai dormir na casa dos amiguinhos. É o primeiro indício do que há de mais óbvio — e cruel — na criação de um filho: que ele pertence não a ela, mas ao mundo.
Ninguém saberá mais do que ela – nem ele próprio – o que é melhor para o filho. Ninguém o amará mais do que sua mãe, ou lhe desejará mais alegrias do que ela. 
O maior desafio daquela que o ensinou a dar os primeiros passos é justamente deixá-lo caminhar sozinho. E, na primeira noitada em que ele não telefonar para dizer onde está, a que horas chegou e com quem está andando, ela sentirá uma dor dilacerante, uma preocupação que nunca teve, nem consigo própria – até porque ela se garante, mas seu bebê não. Custa-lhe telefonar de cinco em cinco minutos para dizer se comeu direito, se está triste ou feliz, se gostou do filme que acabou de ver no cinema? Uma mãe deveria ser atualizada, via aplicativo de iPad, dos mínimos passos e estados de espírito do filho; só assim ela ficaria relativamente em paz.
Isso vale para qualquer tipo de mãe, da mais extremada à mais independente, que gosta de dizer aos quatro ventos que o Dia das Mães não lhe importa, que é uma data como outra qualquer . colocar um chip em seus filhos para localizá-los a qualquer hora — isso, claro, com a anuência deles. doce ilusão.
Um dia, alguém virará para ela e dirá o quanto seu filho é inteligente, gentil, educado e amado por todos. Ela quase desmaiará de surpresa e emoção e só então saberá o que é a tal da felicidade.
A angústia de saber se você é ou não boa mãe não é uma questão de ego, mas a preocupação com o futuro do ser mais amado do universo. Afinal, o grande medo da humanidade é o futuro e, no caso de uma mãe, esse medo vem em dobro, porque ela teme pelo futuro de duas pessoas — o dela e o do filho (mais o dele do que o dela). Se algum dia ela lhe faltar, o que será dele?
Tudo pode dar errado, assim como tudo pode dar certo.

Crônica Bruno Astuto
Cromo

Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo