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sexta-feira, 25 de março de 2011

A HORA DO PLANETA 2011








"Seremos conhecidos para sempre pelos caminhos que deixamos para trás"


O que é?

A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede

WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua

preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante

sessenta minutos.

Quando?

Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um

mundo melhor. Hora do Planeta 2011.

Onde?

No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2010, mais de um bilhão

de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora

do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.

O cisne negro de cada um


A busca pela perfeição desperta nosso lado mais sombrio

Nina é uma bailarina dedicada que se esforça além da conta para atingir a perfeição técnica. Em uma das cenas, o diretor da companhia diz que ela é tecnicamente perfeita, mas incapaz de sentir. Tinha técnica e nenhuma vida. A primeira lição de casa que dá à moça é masturbação. Outra bailarina, que Nina passa a enxergar como rival em seus delírios persecutórios, é o oposto: está longe de ser tecnicamente perfeita. Mas quando dança, sente.
O maior desafio de Nina é interpretar os dois cisnes - o branco e o negro - no clássico O Lago dos Cisnes. Esse é também o pesadelo do diretor. Nina é um primor como o cisne branco, mas não convence na pele do cisne negro. O papel que a bailarina precisa desempenhar toma conta de sua vida. O espectador assiste, aos sobressaltos, a transformação da moça doce, pura e inocente numa pessoa descontrolada, agressiva, ensandecida.
Cisne Negro não é uma fábula estapafúrdia. Ele nos toca justamente porque é verossímil. Ninguém precisa ser uma bailarina na competitiva batalha pelo melhor papel para despencar naquele abismo. O filme é quase um aviso: “Ei, todos nós somos cisnes brancos e negros”. A linha que separa os dois é tênue e fluida.
Nina não parece ser psicopata - aquele tipo de pessoa perversa, desprovida de culpa e capaz de passar por cima de qualquer ser humano para satisfazer os próprios interesses. Para gente assim não existe cura. Só cadeia.
A bailarina me fez lembrar de quem sofre de algo mais frequente: o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Para muita gente, TOC é a doença de quem pratica atos repetitivos como checar sete vezes se a torneira está fechada antes de sair de casa. Não é só isso. O distúrbio tem diferentes nuances e gradientes. No convívio social, pode passar despercebido. Um colega de escola, de trabalho, um amigo querido, a mulher, o marido pode estar passando por isso agora mesmo sem que você se dê conta.
“O perfeccionismo é muito característico desse tipo de transtorno”, diz a psicóloga Patricia Vieira Spada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Tudo tem que estar no lugar porque a pessoa não suporta lidar com as surpresas da vida.”
Como Nina, quem sofre desse transtorno de ansiedade tem preocupações excessivas, desconforto, medo, aflições, depressão. A perfeição é um falso porto seguro. Para não sentir, para não ter afeto, tudo precisa estar sob controle. Ter afeto é lidar com a imprevisibilidade das relações humanas. Ninguém sabe o que vem pela frente. Não ter resposta é dolorido, mas é preciso saber suportar a dúvida.
O desfecho da história da bailarina é clássico. Reprimida pela mãe e por ela mesma, perde o controle sobre a impulsividade. Torna-se um bicho agressivo, psicótico, atormentado por alucinações. “É importante conhecer o cisne negro que existe dentro de cada um de nós”, diz Patricia. “Perigoso é negá-lo.”

(Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras)
Fonte: REvista Época
















sexta-feira, 18 de março de 2011

DESPREZO





A mulher somente despreza quem ela amou demais.

Não é qualquer homem que merece, não é qualquer pessoa.

Pede uma longa história de convivência, tentativas e vindas, mutilações e desculpas.

O desprezo surge após longo desespero.

É quando o desespero cansa, quando a dúvida não reabre mais a ferida.

É possível desprezar pai e mãe, ex-esposa ou ex-marido, daquele que se esperava tanto.

Não se pode sentir desprezo por um desconhecido, por um colega de trabalho, por um amigo recente.

O desprezo demora toda a vida, é outra vida.

É nossa incrível capacidade de transformar o ente familiar num sujeito anônimo.

Assim que se torna desprezo, é irreversível, não é uma opinião que se troca, um princípio que se aperfeiçoa.

Incorpora-se ao nosso caráter.

Desprezo não recebe promoção, não decresce com o tempo.

Não existe como convencer seu portador a largá-lo.

Não é algo que dominamos, tampouco gera orgulho, nunca será um troféu que se põe na estante.

Desprezo é uma casa que não será novamente habitada.

Uma casa em inventário.

Uma casa que ocupa um espaço, mas não conta.

É a medida do que não foi feito, uma régua do deserto.

A saudade mede a falta.

O desprezo mede a ausência.

O desprezo não costuma acontecer na adolescência, fase em que nada realmente acaba e toda vela de aniversário ainda teima em acender. É reservado aos adultos, desconfio que deflagre a velhice; vem de um amor abandonado.

Trata-se de um mergulho corajoso ao pântano de si, desaconselhável aos corações doces e puros, representa a mais aterrorizante e ameaçadora experiência.

Indica uma intimidade perdida, solitária, uma intimidade que se soltou da raiz do vôo.

O desprezo é um ódio morto.

É quando o ódio não é mais correspondido.

Não significa que se aceitou o passado, que se tolera o futuro;

é uma desistência.

Uma espécie de serenidade da indiferença. Não desencadeia retaliação, não se tem mais vontade de reclamar, não se tem mais gana para ofender.

Supera a ideia de fim, é a abolição do início.

Não desejaria isso para nenhum homem.

O desprezado é mais do que um fantasma.

Não é que morreu, sequer nasceu; seu nascimento foi anulado, ele deixa de existir.

O desprezo é um amor além do amor, muito além do amor.

Não há como voltar dele.



Fabricio Carpinejar









quinta-feira, 17 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Caio Fernando Abreu - Biografia




Caio Fernando Loureiro de Abreu
Nasceu em 12/09/1948, em Santiago, RS. Jornalista e escritor, reconhecido como um dos expoentes de sua geração. Ainda jovem foi morar em Porto Alegre, onde cursou Letras e Arte Dramática na UFRGS, mas abandonou tudo para ser jornalista. Trabalhou nas revistas Nova, Manchete, Veja e Pop, foi editor da revista Leia Livros e colaborou em diversos jornais: Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. Seu primeiro livro de contos – Inventário do irremediável (Movimento, 1970) – ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores. O segundo foi um romance – Limite branco (Expressão e Cultura, 1971) – e já teve três edições em diferentes editoras.    Seu estilo é econômico e bem pessoal, fala de sexo, medo, morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".  Em 1968 sofreu uma perseguição pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e se refugiou no sítio de Hilda Hilst, com quem manteve uma longa e sincera amizade. Em 1973, em plena ditadura, fez como muitos jovens, “sartou” do país; viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Paris e Londres, Retornou a Porto Alegre, em fins de 1974, com os cabelos pintados de vermelho, brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Em 1978 transferiu-se para São Paulo; em 1983 passou a residir no Rio de Janeiro e em 1985 retorna a São Paulo. Recebeu vários prêmios, entre eles o Jabuti pelo romance Triângulo das águas. Seu livro de contos Morangos mofados (1982) marcou uma geração ao ser lançado na coleção Cantadas Literárias, da Editora Brasiliense, tornando-se um dos maiores sucessos editoriais da década de 1980. Vários de seus livros estão traduzidos na Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Holanda. Em setembro de 1994, ao saber-se portador do vírus da AIDS, retorna a Porto Alegre e passa a viver com os pais no bairro Menino Deus. Costumava dizer que  “Moro no Menino Deus, do qual Porto Alegre é apenas o que há em volta”. Em 1995 é incluído na antologia de The Penguim Book of International Gay Writing, com o conto Linda, uma história horrível. Lygia Fagundes Telles chamava-o de “escritor da paixão”. Outros destaques de sua obra: O ovo apunhalado (Globo, 1975), Triângulo das águas (Nova Fronteira, 1983), Os dragões não conhecem o paraíso (Companhia das Letras, 1988), Onde andará Dulce Veiga? (Companhia das Letras, 1990), Ovelhas negras (Sulina, 1995), Estranhos estrangeiros (Companhia das Letras, 1996). Faleceu em 25/02/1996. 
http://www.tirodeletra.com.br


Bibliografia:
Inventário do Irremediável, contos;
Limite Branco, romance;
O Ovo Apunhalado, contos;
Pedras de Calcutá, contos;
Morangos Mofados, contos;
Triângulo das Águas, novelas;
As Frangas, novela infanto-juvenil;
Os Dragões não conhecem o Paraíso, contos;
A Maldição do Vale Negro, peça teatral;
Onde Andará Dulce Veiga?, romance;
Dov\'è finita Dulce Veiga?, novela;
Bien loin de Marienbad, novela;
Molto lontano da Marienbad, contos;
Ovelhas Negras, contos;
Mel & Girassóis, antologia;
Estranhos Estrangeiros, contos;
Pequenas Epifanias, crônicas;
Teatro Completo;
Cartas, correspondência;
I Draghi non conoscono il Paradiso, contos;

Teatro

O homem e a mancha
Zona contaminada

Tradução

A arte da guerra, de Sun Tzu, 1995 (com Miriam Paglia).
A balada do café triste, de Carson McCullers, 1991.

terça-feira, 8 de março de 2011

Limiar




No limiar da noite
Um desabrochar perfumado
Preenchendo o ar de olores
Deixando-me deslumbrado

No limiar de uma era
Mudanças e transmutações
Tempos de paz sem mais guerras
Amor puro nos corações

No limiar de uma vida
Nascedoura  esperança
Todas as bênçãos divinas
Iluminando a criança

No limiar desse amor
Uniram-se dois corações
Cúmplices no companheirismo
E perpetuados na paixão

Jonas Rogerio Sanches & Elsy Myrian Pantoja

Homenagem ao dia Internacional das Mulheres





O mundo é feito por


diversos tipos de mulheres...






Mulheres que curam com


a força de seu amor...






Mulheres que aliviam dores


com a sua compaixão...






Mulheres que cantam


o que a gente sente...






Mulheres que escrevem


o que a gente sente...






Mulheres Glamurosas...


Mulheres Maravilhosas...


Mulheres que nos fazem rir...


Mulheres Batalhadoras...


Mulheres Talentosas.






O mundo é feito por


Outros tipos de Mulheres,


nem tão conhecidas ou famosas.






Mulheres que deixam para


trás, tudo o que têm,


em busca de uma vida nova...






Mulheres que, todos os dias,


encontram-se diante de um novo começo...






Mulheres que sofrem,


diante as injustiças...






Mulheres que sofrem diante


de perdas inexplicáveis...






Mães Amorosas...






Mulheres que se submetem,


a duras regras...






Mulheres que perguntam,


qual será o seu destino...






Mulheres que tem no rosto,


marcas de toda a sua vida...






TODAS, mulheres Tão especiais...


TODAS,mulheres Tão bonitas,


quanto qualquer estrela, porque


lutam todos os dias de suas vidas


para fazerem do MUNDO, um


lugar muito melhor para se viver.






Que continuemos Lindas!


Fortes,


Sensíveis,


Choronas,


Histéricas,


Carinhosas,


Severas,


Melosas,


Pacientes,


Ansiosas,


Reclamonas,


Mães,


Esposas,


Amantes,


Namoradas,


Cúmplices,


Amigas,


E a cima de tudo,


CADA VEZ MAIS MULHER!






Beijo no Coração de cada uma de vocês,


MULHERES.

http://cantinhoencantado.blogs.sapo



domingo, 6 de março de 2011

Aqueles Eram Os Dias Das Nossas Vidas





As vezes eu sinto
Que eu voltei para os velhos tempos - há muito tempo
Quando nós éramos crianças e éramos jovens
As coisas pareciam tão perfeitas! - você sabe
Os dias eram intermináveis, nós éramos malucos, nós éramos jovens
O sol estava sempre brilhando - nós vivíamos para nos divertir
As vezes parece como recentemente - não sei...
O resto da minha vida tem sido apenas um show

Aqueles eram os dias das nossas vidas
As coisas ruins na vida eram tão poucas
Aqueles dias já se foram, mas uma coisa é certa
Quando eu olho eu vejo que ainda te amo

Você não pode voltar o relógio,
Você não pode voltar a maré,isso não é uma vergonha?
Eu gostaria de voltar e dar uma andada na montanha russa
Na época em que a vida era apenas um jogo
Em que não costumava ficar pensando naquilo que fiz
Em que você podia deitar e se divertir com as crianças
As vezes parece como recentemente, não sei...
Melhor me recostar e ir com a correnteza

Porque esses são os dias da minha vida
Que se foram com fluidez do tempo
Esses dias já se foram, mas uma coisa permanece
Quando eu olho não encontro mudança

Aqueles foram os dias de nossas vidas - sim
As coisas ruins na vida eram tão poucas
Aqueles dias já se foram, mas uma coisa é certa
Quando eu olho eu vejo que
Ainda te amo

Ainda te amo

Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo