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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

São Miguel Arcanjo: Príncipe da Milícia Celeste



Comemora-se a 29 de setembro a festa do glorioso São Miguel, cuja invicta combatividade em defesa do Deus onipotente é assim descrita no Apocalipse: 

“Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu” (Apoc. 12, 7-8).

A devoção ao Príncipe das Mílicias Celestes atingiu um desenvolvimento extraordinário na Idade Média. Essa forma de devoção marca ainda todas as modalidades de culto ao chefe das legiões angélicas. 

Entre os inúmeros santuários a ele dedicados destaca-se o do Monte Saint-Michel uma das maravilhas do mundo.

Entretanto, ele já era reverenciado no Antigo Testamento.

O Profeta Daniel refere-se a São Miguel nos seguintes termos:



“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo [isto é, o povo fiel católico, herdeiro, no Novo Testamento, do povo de Israel], e será tempo de angústia como jamais houve” (Dan. 12, 1).

São Miguel é comumente designado como Arcanjo. Entretanto, tal qualificação pode ser genérica e não significar que ele pertença ao oitavo coro de Anjos (os Arcanjos). 

A esse respeito, merece ser reproduzida significativa citação do grande exegeta jesuíta Pe. Cornélio A Lapide, nascido em Bocholt, província belga de Limburgo, em 1567, e falecido em Roma, a 11 de março de 1637.

A extensa obra desse insigne autor, que comentou todos os livros do Antigo e do Novo Testamento, é até hoje universalmente admirada. Merecem especial destaque a grande erudição, a escrupulosa diligência e o luminoso engenho com que ele trata da Sagrada Escritura. 

Embora num ou noutro ponto do texto bíblico tenham surgido novas questões, é incontestável que seus magníficos comentários e eruditas citações ainda hoje gozam de autoridade. Eis suas palavras:

Imagem de São Miguel, com elmo e revestida de armadura medieval, colocada na flecha da torre da Abadia do Mont Saint Michel (França)

“Muitos julgam que Miguel, tanto pela dignidade de natureza, como de graça e de glória é absolutamente o primeiro e o Príncipe de todos os anjos. 

“E isso se prova, primeiro, pelo Apocalipse (12, 7), onde se diz que Miguel lutou contra Lúcifer e seus anjos, resistindo à sua soberba com o brado cheio de humildade: ‘Quem (é) como Deus?’ Portanto, assim como Lúcifer é o chefe dos demônios, Miguel o é dos anjos, sendo o primeiro entre os Serafins. 

“Segundo, porque a Igreja o chama de Príncipe da Milícia Celeste, que está posto à entrada do Paraíso. 

“E é em seu nome que se celebra a festa de todos os anjos. Terceiro, porque Miguel é hoje cultuado como o protetor da Igreja como outrora o foi da Sinagoga. 

“Finalmente, em quarto lugar, prova-se que São Miguel é o Príncipe de todos os anjos, e por isso o primeiro entre os Serafins, porque o diz São Basílio na Homilia De Angelis: ‘A ti, ó Miguel, general dos espíritos celestes, que por honra e dignidade estais posto à frente de todos os outros espíritos celestiais, a ti suplico...’”

(fonte: Cornélio A Lapide, Commentaria in Scripturam Sacram, t 13, pp. 112-114. Apud "Catolicismo", setembro de 2000).

domingo, 11 de setembro de 2011

Um Caso de Amor com Casimiro de Abreu – O Município



 Cheguei aqui exatamente no ano de 1987, meu ex marido era representante de uma indústria farmacêutica e isso me dava liberdade de escolha para morar em qualquer cidade da baixada litorânea. A princípio como estávamos chegando de uma temporada na Bahia, ficamos em uma casa de propriedade de um grande amigo a dois passos das lindas praias de Rio das Ostras. Para que vocês tenham uma idéia, aqui é tudo perto um município colado ao outro e até um dentro do outro. Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Cabo Frio, Búzios enfim tudo muito perto e eu poderia escolher qualquer um desses lugares para morar e recomeçar a nossa vida e criar meus filhos a caçula tinha apenas dois anos. A Casa em que morávamos e Rio das Ostras tinham uma vista lindíssima e lá fui muito feliz enquanto morei, íamos todos os dias eu e as crianças tomar banho de mar e na volta já vinha com um peixe fresquinho para almoçar. Certo dia deitada em minha rede na varanda, parei o que estava lendo e fiquei extasiada com um cenário que jamais vou esquecer ao longe por trás do Morro de São João uma chuva torrencial desabava em uma cidade próxima, fiquei paralisada de emoção, pois fazia algumas semanas que em Rio das Ostras não chovia e eu como boa Paraense não sei viver em um lugar que não despenque um toró de vez em quando. Quando meu ex chegou à noite perguntei a ele que cidade era aquela. Ele já tinha ido lá várias vezes a trabalho e se comprometeu de me levar no domingo seguinte para darmos um passeio na dita cidade. Foi amor a primeira vista, nessa época Casimiro de Abreu ainda era uma pequena cidade, onde todos se conheciam e se ajudavam (Hoje cresceu muito a população quase que triplicou em vista da ascensão do mercado de petróleo na nossa região). Acreditem, nesse mesmo domingo alugamos uma casa enorme e na mesma semana nos mudamos. A Praia ficou um pouco distante já que Casimiro de Abreu fica no pé da serra, mas nem tanto em 20 minutos estamos em Rio das Ostras se deliciando nas ondas do mar e com uma vantagem subindo a serra em 30 minutos temos montes de cachoeiras até chegar ao Sana ou outra cidade próxima, todas tem um rio ou cachoeira de rara beleza. Assim criei meus filhos entre a serra e o mar. Tentei morar em outros lugares aqui perto, mas sem sucesso, não me sinto em casa longe de Casimiro de Abreu. Amo essa cidade, meus filhos já não moram aqui estão em Rios das Ostras que por questão geográfica fica mais perto do lugar onde trabalham. Mas nos revezamos, um pouco deles aqui e eu um pouco com eles lá. Amo esse lugar e não saberia morar longe daqui. Aqui conhecemos a todos e o que mais me encanta são as montanhas que circundam a cidade e quando chove é pra valer me faz lembrar a minha saudosa Belém do Pará.

Elsy Myrian Pantoja
Imagem Google

domingo, 4 de setembro de 2011

O Rosacruz


Iolanda Therezinha Marcier, FRC
(Mestre Apis)


Feliz daquele que ao despertar pela manhã abre os olhos para um mundo novo e cheio de promessas, agradecendo a Deus por estar vivo. Sorrindo interior e exteriormente, visualiza na tela da sua mente grandes projetos para a evolução da Humanidade e se prepara para realizá-los, dizendo:
- Que haja Paz, Ordem e Progresso! No Universo, na Terra, no meu País, no meu Estado, na minha cidade, na minha rua, na minha casa!
Feliz daquele que acorda todos os dias com tal disposição e caminha com firmeza e determinação por entre pedras cortantes e espinhos pontiagudos que não podem sequer arranhá-lo porque sua aura o protege. Para ele não existem nem adversidades nem inimigos, pois todos são irmãos sob a paternidade de Deus e devem se amar uns aos outros como a si próprios; e os obstáculos que vão aparecendo na estrada da vida ele os abençoa, vendo-os como as provações nas quais se refinará como o ouro no cadinho.
Feliz daquele que extrai das adversidades as lições necessárias à evolução da sua consciência e torna-se capaz de compreender o sentido das iniciações ocultas nos acontecimentos comuns a todas as criaturas. E vê as grandes alegrias contidas nas pequenas coisas, compondo a felicidade permanente. Ele está nu e puro diante da Rosacruz, despido de toda veleidade.
Feliz daquele que ao levantar os olhos para Deus em oração de súplica pede não por si mas pelo seu próximo, sabendo que é parte da Humanidade e que todos somos um.
Este, na verdade, é aquele Rosacruz que ao estender a mão o faz em gesto de paz, empunhando a espada de luz que produz a cura das enfermidades do corpo e da mente em todos os seres vivos voltados para o Bem, e lhes diz, a todos:
- Aceita esta linda rosa que te ofereço como prova de meu amor eterno. O mundo e as coisas do mundo passarão, mas o amor não passará.
Feliz daquele que pode se olhar no espelho sem sentir remorso ou vergonha e que entende que ser humilde não é se humilhar mas, sim compreender no âmago da alma que sem Deus não somos nada e que nada pode ser anteposto ao amor a Deus.
Este, em verdade vos digo, é aquele Rosacruz que ao se defrontar com a morte não a teme, porque sabe que não existe morte – apenas uma breve separação, um portal que se abre de um plano para outro.
Feliz daquele que por ser Rosacruz tem esse conhecimento, acumulado no passado e a cada dia aumentado. Não para si, mas para toda a Humanidade, em nome do Supremo Bem.
Feliz daquele que vê a alegria de Deus na gotinha de orvalho, nos olhos dos bichinhos, nos sorrisos das criancinhas e dos velhos, no otimismo dos moços, nos sonhos de todas as pessoas.
Este é aquele Rosacruz para quem o milagre é algo absolutamente normal. Para ele o milagre da vida não é um enigma. E ele sabe, com certeza absoluta, que simplesmente não existe morte: é uma pausa que faz parte da execução da eterna sinfonia universal, para a perfeita compreensão do significado místico do silêncio.
Feliz daquele que busca no silêncio a comunhão com o Deus do seu coração, o Deus da sua compreensão.
Dele é a Rosa Eterna, que brilha sem corpo físico, na contemplação da Luz Maior, com seu suave perfume.

Texto redigido pela Soror Iolanda em 1995 no Hospital da Ordem Terceira da Penitência, no Rio de Janeiro, após ser informada pelo médico de que iria morrer dentro de poucos meses. Ela recomendou que esse texto fosse divulgado nas proximidades do Terceiro Milênio da Era Cristã. Clique aqui para acessar o Site sobre a Soror Iolanda.

Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo