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domingo, 4 de setembro de 2011

O Rosacruz


Iolanda Therezinha Marcier, FRC
(Mestre Apis)


Feliz daquele que ao despertar pela manhã abre os olhos para um mundo novo e cheio de promessas, agradecendo a Deus por estar vivo. Sorrindo interior e exteriormente, visualiza na tela da sua mente grandes projetos para a evolução da Humanidade e se prepara para realizá-los, dizendo:
- Que haja Paz, Ordem e Progresso! No Universo, na Terra, no meu País, no meu Estado, na minha cidade, na minha rua, na minha casa!
Feliz daquele que acorda todos os dias com tal disposição e caminha com firmeza e determinação por entre pedras cortantes e espinhos pontiagudos que não podem sequer arranhá-lo porque sua aura o protege. Para ele não existem nem adversidades nem inimigos, pois todos são irmãos sob a paternidade de Deus e devem se amar uns aos outros como a si próprios; e os obstáculos que vão aparecendo na estrada da vida ele os abençoa, vendo-os como as provações nas quais se refinará como o ouro no cadinho.
Feliz daquele que extrai das adversidades as lições necessárias à evolução da sua consciência e torna-se capaz de compreender o sentido das iniciações ocultas nos acontecimentos comuns a todas as criaturas. E vê as grandes alegrias contidas nas pequenas coisas, compondo a felicidade permanente. Ele está nu e puro diante da Rosacruz, despido de toda veleidade.
Feliz daquele que ao levantar os olhos para Deus em oração de súplica pede não por si mas pelo seu próximo, sabendo que é parte da Humanidade e que todos somos um.
Este, na verdade, é aquele Rosacruz que ao estender a mão o faz em gesto de paz, empunhando a espada de luz que produz a cura das enfermidades do corpo e da mente em todos os seres vivos voltados para o Bem, e lhes diz, a todos:
- Aceita esta linda rosa que te ofereço como prova de meu amor eterno. O mundo e as coisas do mundo passarão, mas o amor não passará.
Feliz daquele que pode se olhar no espelho sem sentir remorso ou vergonha e que entende que ser humilde não é se humilhar mas, sim compreender no âmago da alma que sem Deus não somos nada e que nada pode ser anteposto ao amor a Deus.
Este, em verdade vos digo, é aquele Rosacruz que ao se defrontar com a morte não a teme, porque sabe que não existe morte – apenas uma breve separação, um portal que se abre de um plano para outro.
Feliz daquele que por ser Rosacruz tem esse conhecimento, acumulado no passado e a cada dia aumentado. Não para si, mas para toda a Humanidade, em nome do Supremo Bem.
Feliz daquele que vê a alegria de Deus na gotinha de orvalho, nos olhos dos bichinhos, nos sorrisos das criancinhas e dos velhos, no otimismo dos moços, nos sonhos de todas as pessoas.
Este é aquele Rosacruz para quem o milagre é algo absolutamente normal. Para ele o milagre da vida não é um enigma. E ele sabe, com certeza absoluta, que simplesmente não existe morte: é uma pausa que faz parte da execução da eterna sinfonia universal, para a perfeita compreensão do significado místico do silêncio.
Feliz daquele que busca no silêncio a comunhão com o Deus do seu coração, o Deus da sua compreensão.
Dele é a Rosa Eterna, que brilha sem corpo físico, na contemplação da Luz Maior, com seu suave perfume.

Texto redigido pela Soror Iolanda em 1995 no Hospital da Ordem Terceira da Penitência, no Rio de Janeiro, após ser informada pelo médico de que iria morrer dentro de poucos meses. Ela recomendou que esse texto fosse divulgado nas proximidades do Terceiro Milênio da Era Cristã. Clique aqui para acessar o Site sobre a Soror Iolanda.

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