Seguidores

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

SAUDADES SEM FIM





Descobri que a dor de perder um filho não abranda, não
tem fim, não vira a bendita saudade...
Descobri que não é possível fingir ser feliz...
Descobri que a vida continua mas não a sua. Sua vida acaba
no exato momento em que seu filho se foi.......
Você acorda, anda, come, fala, sorri, chora, mas em seu interior
já não existe mais nada...
Quem perde um filho descobre que vive de passado do que foi, e
pouco importa o futuro, porque o que tinha que ser já não é mais.
E você ficou aqui, presa entre dois mundos nessa saudade sem fim !!!!

VOCÊ CONHECE UMA MÃE QUE PERDEU UM FILHO?


 
Você conhece uma mãe que perdeu um filho?
Então telefone pra ela, conte-lhe sobre um filme que você assistiu!
Com certeza ela não vai se interessar pelo que você está contando, mas vai se lembrar que alguém ligou pra ela.
Passe na casa dela!
Eu sei..... É desagradável visitar alguém que sofre, mas diga que está com pressa, minta...
Ela nem vai perceber que você está mentindo...
Abrace-a!
Um abraço apertado, gostoso... Se ela molhar sua roupa, tudo bem! É só lavar depois.
Se você fizer um bolo, leve um pedaço pra ela!
Um bolo nunca mais terá gosto de festa, mas pode ter gostinho de amizade.
Deixe que ela fale sobre seu filho. Vivo ou morto, é o filho dela!
Ela tem saudade, ela tem lembranças, ela tem que viver!
Sobra tão pouco pra uma mãe que perdeu um filho, que independente de quantos ela tenha, um simples sorriso pode iluminar seu dia!
Você sabe o que é solidão?
Não?
Então, lembre-se dela.
Não diga o que ela tem que fazer!
Ela não tem que fazer mais nada...
E jamais diga: " Esqueça , já passou!" ou "Você tem que seguir sua vida!".
Apenas ouça o que ela tem a dizer. Faça-lhe companhia...
Se você conhece uma mãe que perdeu seu filho, abrace o seu.
Não tenha medo de dizer "te amo".
Eu sei, adolescente é chato, mas ele vai gostar de ouvir!
Já é adulto?
Não tem importância...
Diga-lhe: "estou aqui".

A SAUDADE DE QUEM JÁ MORREU

 


Saudade maior é de quem já se foi. Mesmo nos que nutrem a fé no reencontro, é visível a dor de ter que seguir longe de quem se queria por perto. A dor de perder quem nos é querido, pela astuta ação da morte deixa em todos nos a marca da saudade.
Quando a morte ocorre, experimentamos a forte dor e a sensação de termos perdido o chão, perdido as raízes e estarmos, então, soltos no mundo. A falta do outro bagunça e desestrutura. Sofremos muito e, então, vem o luto. O luto é um processo de adaptação após perdermos algo ou alguém que era importante para nós, ou seja, uma perda significativa. Quanto maior o vínculo afetivo, maior será o impacto. O luto é a incapacidade que temos de nos divertir, de estarmos felizes.
Por um tempo é como se funcionássemos no automático e só conseguimos nos ocupar das tarefas cotidianas e daquilo que chamamos de trabalho. Quanto mais repentina é a ação da morte, mais é exigido de nós. Muitos se vão aos poucos, vão adoecendo e partindo lentamente, dando-nos assim tempo de assimilar e digerir a difícil realidade. Na contramão, há situação nas quais somos pegos de surpresa pela partida repentina de quem estava ali ontem, jovem, cheio de vida. A morte exige muito de nós, exige muita coragem.
O que fazer então quando ela nos encontra e leva de nós quem amamos? Em primeiro lugar devemos entender e aceitar que vamos sofrer e então tentar sofrer o mínimo de tempo possível. Quem sofre mais tempo não significa que vive um luto maior nem tampouco que sua dor e/ou seu afeto por quem se foi é maior. O sofrimento pelo sofrimento não tem nada de digno, nem de profundo ou saudável. O sofrer deve ser superado com resiliência (aquela capacidade de cair e se levantar o mais breve possível) e nunca alimentado. Superar a dor, superar o luto deve ser sempre o nosso objetivo, aprendendo sempre. A dor sempre nos ensina muito e ela é inevitável.
Talvez, vocês concordem comigo em afirmar que a maior dor que o ser humano pode vivenciar é a dor da perda de um filho. Acredito que a maior injustiça, que o maior descompasso, que o maior equívoco da natureza é um filho partir antes dos pais, obrigando-os a suportar a dor de uma dilacerante ferida e, depois, a caminhar com uma cicatriz inescondível. Talvez, então, vocês estejam agora me perguntando como e onde conseguir motivação, força para superar algo tão penoso assim. Acredito que a ternura e a fé hão de ser ainda maior e que não há nada a fazer a não ser superar e seguir. Negar, agredir, deprimir-se, desistir…, nenhuma dessas alternativas funciona. O fim de tudo é sempre a aceitação e há vários caminhos para se chegar a ela.
Lembro-me de um depoimento bonito de uma paciente que, ao perder repentinamente a filha jovem em decorrência de um acidente de trânsito, um dia me disse: -Ao ler A Cabana eu achei um caminho para seguir. E assim, depois de um tempo ela conseguiu abandonar os psicotrópicos. O caminho pode estar em um livro, na fé, nas relações afetivas, na caridade ou em qualquer lugar. Ele existe e nós o chamamos de motivação. Cabe a cada um descobrir o que lhe motiva, o que lhe faz vivo e lhe dá força, combustível para seguir.
A única pessoas que permanecerá conosco pelo resto de nossas vidas somos nós mesmos. Por isso nós, estudiosos do comportamento e das emoções humanas insistimos tanto para que tenhamos, cada um de nós, uma ótima relação consigo mesmo. E importante que nos bastemos e que possamos nos carregar no colo, que possamos jogar no nosso próprio time, que nos amemos a ponto de cuidar de nós mesmos e das nossas feridas. A saudade é companheira de todos nós.


  Viviane Battistella

sábado, 19 de novembro de 2016

DEPOIMENTO DA ATRIZ ANA ROSA UM RELATO MUITO EMOCIONANTE E CONSOLADOR


Algumas vezes eu representei cenas de perdas de entes queridos em novelas. No dia 17 de novembro de 1995, no velório de minha filha Ana Luísa, nascida em São Paulo no dia 10 de dezembro de 1976, eu não queria acreditar que estivesse vivendo aquilo de verdade. No dia seguinte, saí para comprar alguns presentes de Natal. Afinal, meus outros seis filhos ainda estavam ali e precisavam da mãe. Mas eu parecia um zumbi. Numa loja, me senti mal. Tontura, fraqueza, parecia que meu peito iria explodir, que eu não iria aguentar tanta dor. Pedi à vendedora que me deixasse sentar um pouco. Eu estava quase sufocando, as lágrimas queriam saltar de meus olhos. Mas eu não queria chorar. Queria esconder minha dor, fazer de conta que aquilo não havia acontecido comigo. Bebi água, respirei fundo e saí ainda zonza. Eu sempre acreditei que iria terminar de criar minha filha, como todos os outros. Que iria vê-la formar-se em veterinária. Vê-la casada, com filhos. Achava que teria sempre a Aninha ao meu lado. Um dia, ela me contou que quando era pequena e eu saía pra trabalhar, ela sentia medo de que eu não voltasse. Por isso ficava sempre na porta de casa me olhando até eu sumir de sua vista. Por isso vivia grudada em mim. Imagino que ela já pressentia ainda criança, que iríamos nos separar cedo. Só que foi ela a ir embora. Foi ela que saiu e não voltou mais. Foi ela que me deixou com a sua saudade. Para amenizar a falta, o vazio que ela deixou, eu ficava horas revendo os vídeos mais recentes com suas imagens. Nossas viagens, festas de aniversários, a formatura da irmã, seu jeitinho lindo tão meu conhecido de sentir vergonha. Ela com o primeiro e único namorado. O gesto característico de arrumar os cabelos. A sua primeira apresentação de piano. Nesse vídeo então, eu ficava namorando suas mãos de dedos longos e finos. Até hoje eu me lembro de cada detalhe das mãos da Aninha. Assim como me lembro de cada detalhe de seus pés, do seu rosto... Dali pra frente, o que mais me chocava e surpreendia era que todo o resto do mundo continuava igual. Como se nada tivesse acontecido: o sol nascia e se punha todos os dias, as pessoas andavam pelas ruas. O mesmo movimento, barulho. O mundo continuava a girar. Tudo, tudo igual. Só na minha casa, na minha família, dentro de mim, é que nada mais voltaria a ser como antes. Faltava minha filha, Ana Luísa! Eu passava, quase diariamente, nos lugares comuns: o colégio Imaculada Conceição, em Botafogo. Cinema, lanchonete, restaurante, o metrô, onde tantas e tantas vezes viajamos juntas. A loja das comprinhas, o shopping, o parquinho, o clube onde fazia natação. A praia de Botafogo onde ela foi atropelada, o hospital Miguel Couto, onde passamos as horas mais angustiosas de nossas vidas. O cemitério São João Batista, onde repousam seus restos mortais. Até hoje cada um desses lugares me lembra alguma coisa de minha filha. Até hoje guardo as lembranças de seus abraços, seus chamegos, o cheirinho da sua pele, o calor, seu carinho e aconchego. Ana vivia literalmente pendurada em mim. Já grandona, maior que eu, mas sempre como se fosse meu nenê pedindo colo. Saudade. Saudade. Saudade, minha Aninha. Não fosse a minha fé e a convicção de que a vida não termina com a morte, não fossem os outros filhos que ainda precisavam de mim, acho que teria pirado. Além da família, o trabalho, a terapia e o estudo da doutrina espírita me deram forças para superar a separação e a falta da Ana Luísa. Sou e serei eternamente grata ao meu Pai do Céu, porque fui agraciada com muitos sinais de que a separação é apenas temporária. Alguns dias após sua passagem entrei em seu quartinho que ficou inundado pelo cheiro de rosas. Instintivamente fui olhar pela janela. Naturalmente o cheiro não vinha de fora. O perfume intenso era só ali dentro. Um mês depois, no grupo que eu frequentava no Centro Seara Fraterna, minha filha se manifestou. Ainda meio confusa pela mudança abrupta e repentina, mas já consciente de sua passagem. Naquela noite, o buraco no meu peito que parecia uma ferida sangrando, mudou de aspecto. Continuava a doer, mas a certeza de que minha filha continuava e continua viva em alguma outra dimensão me trouxe uma nova perspectiva. A de que eu poderia chorar pela sua ausência, nunca pelo seu fim. Dali pra frente, algumas vezes vi, em outras pressenti, sua essência ao meu lado. No decorrer desses doze anos, recebi, por acréscimo de misericórdia, um bom número de mensagens dela. Uma das últimas foi através de um médium reconhecido, que foi fazer uma palestra num evento que eu apresentava. Sem que eu esperasse ou solicitasse, ele disse que via uma jovem ao meu lado – me descreveu exatamente minha filha - e que ela me apontava para ele dizendo: é esta aqui, ó. Esta é que é a minha mãe. Quando me sentei, ele disse que ela sentou-se no meu colo. Entre as várias coisas no recado que me mandou, encerrou dizendo que as violetas (enceno a peça “Violetas na janela” há 11 anos) que ela cultiva onde se encontra, não serão colocadas na janela, e sim, serão usadas para fazer um tapete de flores para eu pisar quando chegar lá.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Reações Físicas Ao Luto




Eu queria que vocês entendessem que existem reações físicas ao luto por um filho .... Eu posso ganhar ou perder peso, dormir o tempo todo, ou
passar noites em claro, desenvolver uma série  de doenças, ser propensa a acidentes ou esquecimentos, tudo isto esta relacionado a minha dor. Eu posso e preciso me isolar de vez em quando (quase sempre).
Eu posso até mesmo não ser capaz de atender ao telefone...
E isso tem a ver com msinha dor, não com vocês...
Aniversário do meu filho, aniversário  da morte (palavra doída) e feriados  ....natal...ano novo então nem se fala. .são datas terríveis para mim...
Nestes dias prefiro ficar só para que minha dor não incomode e nem ofenda ninguém...
Não gosto de ser convidada para eventos, festas .
Me sinto um peixe fora d'água, ao redor de pessoas alegres e felizes...
E isso não é culpa de ninguém.
E me faz mal ter que fingir que estou feliz para agradar vocês,é como se eu estivesse traindo o meu filho.
Mas nunca se esqueçam que eu não deixei de amar vocês.
Só me isolei para protegê-los dessa dor horrível...
Que não desejo a ninguém...
Eu quero que vocês entendam que o luto muda a mãe.
Eu não sou a mesma pessoa que era antes do meu filho partir...e eu nunca mais serei essa pessoa novamente ...
Se continuarem esperando e me incentivando a "voltar a ser meu velho eu", vocês vão se decepcionar.
Eu sou uma nova criatura , não por escolha, mas pelas circunstâncias, com
novos pensamentos, inspirações, prioridades, valores e crenças.
Por favor, tentem me conhecer de novo...
Talvez vocês ainda gostem de mim...
Quem sabe.

Entrego minha vida em suas mãos Senhor...Que assim Seja...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Como abordar a Mãe que perdeu seu Filho



Quando estiver tentando ajudar uma mulher que perdeu um filho, não ofereça sua opinião pessoal sobre sua vida, suas escolhas, seus projetos para seus filhos. Ou como ela deveria se comportar. Não diga: É a vontade de Deus. Por favor, não deduza o que Deus quer para mim. A vontade de Deus é que ninguém sofra. Ele apenas permite apesar de saber que muitas coisas terríveis que acontecem são permitidos por Deus, isto não faz estes acontecimentos menos terríveis. Não diga: Foi melhor assim do que de outra forma.. Por favor, não tente me confortar destacando isto. Não diga: Você tem outros filhos.Se tivesse a escolha entre perder este filho ou furar meu olho com um garfo, eu teria dito: Onde está o garfo? Eu morreria por este filho, assim como você morreria por seu filho. Uma mãe pode ter dez filhos, mas sempre sentirá falta daquele que se foi, Não diga: Agradeça a Deus pelo(s) filho(s) que você tem. Se a sua mãe morresse num terrível acidente e você estivesse triste, sua tristeza seria menor porque você tem seu pai? Não diga: Já não é hora de deixar isto para trás e seguir em frente? Esta situação não é algo que me agrada. Eu queria que nunca tivesse acontecido. Mas aconteceu e faz parte de mim para sempre. A tristeza tem seu tempo e não é o meu ou o seu. Não diga: Eu entendo como você se sente. A menos que você tenha perdido um filho, você realmente não sabe como eu me sinto. E mesmo se você tivesse perdido, cada um vivencia esta tristeza de modo diferente. Não me conte histórias terríveis sobre sua vizinha, prima ou mãe que teve um caso parecido ou pior. A última coisa que eu preciso ouvir agora é,  isto pode acontecer seis vezes pior ou coisas assim. Estas Histórias me assustam e geram noites de insônia assim também como tiram minhas esperanças. Mesmo as com finais felizes, não compartilhe comigo. Não finja que nada aconteceu e não mude de assunto quando eu falar sobre o ocorrido. Se eu disser antes do meu filho morrer...Ou quando ele estava vivo...não se assuste. Se eu estiver falando sobre o assunto, isto significa que eu quero falar. Deixe-me falar. Fingir que nada aconteceu só vai me fazer sentir incrivelmente sozinha. Não diga,  não é sua culpa,talvez não tenha sido minha culpa, mas era minha responsabilidade e eu sinto que falhei. O fato de não ter tido êxito, só me faz sentir pior. Diga: Eu sinto muito, é o suficiente. Você não precisa falar nada as palavras dizem por si. Diga: Ofereço-lhe meu ombro e meus ouvidos. Diga: Eu fiz uma oração por você. Mande flores ou uma pequena mensagem. Cada uma que recebi, me fez sentir amada. Não envie novamente se eu não responder. Não ligue mais de uma vez e não fique brava se eu não atender sua chamada. Se nós somos amigos íntimos e eu não estiver respondendo suas ligações, por favor, me visite. Não espere tão cedo que eu apareça em festas ou vibre de alegria no natal ou ano novo, reconheça que eu sofri uma morte em minha família não é simplesmente uma licença médica. Reconheça que, além dos efeitos colaterais físicos, eu vou estar triste e angustiada por algum tempo.Por favor, me trate como você trataria uma pessoa que vivenciou a morte trágica de alguém que amava.Eu preciso de tempo e espaço. Eu talvez diga olá, mas talvez eu não consiga reprimir as lágrimas.Talvez as semanas ou meses vão passar antes que eu fique pelo menos uma hora sem pensar nisso. Você saberá quando eu estiver pronta. Acima de tudo, por favor, lembre-se  isto é a pior coisa que já me aconteceu. A palavra morte é pequena e fácil de dizer. Mas é a morte do meu filho.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Desde Que Não Tenho Você

TRADUÇÃO DA MÚSICA  SINCE I DONT'T HAVE YOU 
Eu não tenho planos nem projetos
E eu não tenho esperanças e sonhos

Eu, eu, eu não tenho nada
Desde que eu não tenho você

E eu não tenho desejos tolos
E eu não tenho horas felizes
Eu não tenho nada
Desde que eu não tenho você

Felicidade, eu acho
Que nunca terei novamente
Quando você saiu de mim
Entrou toda a miséria
E ela esteve aqui desde então

Sim, estamos ferrados!

Eu não tenho amor para compartilhar
E eu não tenho ninguém para cuidar
Eu não tenho nada
Desde que eu não tenho você

Você, você, você, oh, oh!
Você, você, você, oh, oh!
Você, você, você, oh, oh!
Você, você, você, oh, oh!
Você, você, você, oh, sim!

Esta música lembra como fiquei sem meu filho !!!!


O Açaí dos Paraenses





E pra que tu foi plantado, e pra que tu foi plantada

Pra invadir a nossa mesa, e abastar a nossa casa
Teu destino foi traçado pelas mãos da mãe do mato
Mãos prendadas de uma deusa, mãos de toque abençoado
És a planta que alimenta a paixão do nosso povo

Macho fêmea das touceiras onde Oxossi faz seu posto
A mais magra das palmeiras mas mulher do sangue grosso
E homem do sangue vasto tu te entrega até o caroço
E a tua fruta vai rolando para os nossos alguidares
E se entrega ao sacrifício, fruta santa fruta mártir
Tens o dom de seres muito onde muitos não têm nada
Uns te chamam de açaizeiro, outros te chamam Jussara
Põe tapioca, põe farinha d'água, põe açúcar não põe nada ou me bebe como um suco que eu sou muito mais que um fruto
Sou sabor marajoara ...


(Nilson Chaves)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Para Viver Melhor





Não se preocupe se ocupe.
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente.
Não se desespere, espere.
Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.
Não se indisponha, disponha.
Disponha boas palavras
Disponha boas vibrações,
Disponha sempre.
Não se canse, descanse.
Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.
Não menospreze, preze.
Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.
Não se incomode, acomode
Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida
Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido,
Confie em você, confie em deus.
Não  se torture ature com tolerância.
Não pressione, impressione.
Impressione pela humildade,
Impressione pela simplicidade
Impressione pela elegância.
Não crie discórdia, crie concórdia,
Concórdia entre as nações,
Concórdia entre as pessoas,
Concórdia pessoal.
Não maltrate , trate bem.
Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.
Não se sobrecarregue,
Recarregue.
Recarregue suas forças,
Recarregue sua coragem,
Recarregue sua coragem
Recarregue sua esperança.
Não atrapalhe, trabalhe.
Trabalhe sua humanidade,
Trabalhe suas frustrações.
Não Conspire, inspire.
Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.
Não se apavore, ore.
Ore a Deus, ore aos Santos, ore as forças e as energias.
Somente assim viveremos dias melhores.


A.D

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Franz Kafka e a Boneca Viajante



Franz Kafka e a Boneca Viajante
Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para encontrar a boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Não tendo encontrado a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse à boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. A carta dizia: “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo.”. 
Durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina outras cartas, que narravam às peripécias da boneca em todos os cantos do mundo: Londres, Paris, Madagascar…
Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca. 
Ela era obviamente diferente da boneca original. 
Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”. 
Anos depois, a garota encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
O bilhete dizia:
“Tudo que você ama você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

Recebi este texto da minha Amiga - Mariam Ahmad 

Está Escrito








Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora
Às vezes a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta, não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer
É dia de sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender
Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar!
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar!

Piloto Automático

terça-feira, 17 de maio de 2016

Viverei por ti




Se fico bem irradio paz a ti...Sinto teu estremecimento quando tenho minhas recaídas dolorosas e dou vazão ao choro incontido até os olhos fecharem. Acostumar com sua ausência? Jamais e hoje penso assim, talvez daqui alguns anos essa dor esteja atenuada mas acho impossível. No momento me esforçando pra ser forte por ti, para contribuir na sua jornada em direção aos nossos mentores e amigos espirituais. Salvei todas as suas músicas, fiz uma play list e as ouço por horas a fio e me acalmo até a chegada do sono restaurador. Meu amor é infinito e imensurável. Viverei por ti e meu único desejo é que fiques bem e assim ficarei bem até o nosso reencontro.

Elsy Myrian Pantoja 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Eu não estou vivendo, estou sobrevivendo



Daria tudo agora, pra ter sua presença física aqui do meu lado, senti novamente o teu cheiro, ouvir a tua voz ao chegar em casa com sua luz clareando meu mundo já tão obscuro. Só você tinha a capacidade de me tirar do limbo, alegrar meus dias me dando motivos pra viver. A saudade, a sua ausência me paralisa, perdi a capacidade de sonhar e a vontade de viver. Acredito que estás bem em algum lugar e bem melhor que nós aqui, sobrevivendo com suas lembranças e a esperança de algum dia em algum lugar em outras dimensões a gente se encontre e que não demore esse reencontro.

Elsy Myrian Pantoja

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Saudade Arretada

Eta saudades arretada,
que no peito bate,
vem dando porrada,
licença não pede.



Não quer nem saber,
se acomoda,
até não mais espaço ter,
muito folgada.



Aperta o peito tanto,
que a dor acaba em pranto,
afogando a danada,
que é levada pela enxurrada.



O peito se acalma então,
desacelera o coração,
saudades deu lugar a lembrança,
sentindo de quem ama a presença.




Luconi
22-04-16

sábado, 9 de abril de 2016

Sobre a transição ( morte física ) do meu Filho Dimas Campos Rosa Filho

  
Novembro...Mês de todas as dores pra mim. Meu pai faleceu no dia 27 de novembro, meu sogro amantíssimo no dia 04 de novembro e meu filho, amor da minha vida, melhor amigo e confidente, parceiro com seu amor incondicional, também se foi em 01 de novembro de 2015, exatamente 06 dias antes do meu aniversário. Só agora com os pensamentos e sentimentos mais ou menos organizados pude escrever sobre esta tragédia que devastou nossa família e amigos. Um amanhecer estranho, eu na serra sem internet e celular acordei de um pesadelo hediondo em que ele se mostrava a mim, ferido, sangrando e indo sem que eu pudesse toca-lo, despertei com o coração opresso, me dirijo a varanda para respirar e entender aquele sentimento funesto e avassalador. Enquanto isso, tudo já estava consumado...Aproximadamente a 1 da manhã de domingo dia de todos os santos, após jantar com o irmão e deixa-lo em casa, no caminho, sem explicação uma colisão frontal do seu carro com um ônibus da viação 1001, intermunicipal. Não sobrou nada a morte foi instantânea, seu corpo saudável, sua mente brilhante fruto de muitos cursos e viagens pelo mundo afora se apagou. Seu espirito inquieto enfim encontrou a paz, mas nos deixou destroçados pela perda presencial de tanta generosidade, inteligencia, amor incondicional, filho exemplar e partiu. Hibernei por 2 meses tentando entender, aceitar e continuar. Desci aos infernos de tanta dor e achei que não ia sobreviver a carga de tanto sofrimento. Passados 5 meses, começo a emergir da escuridão e aceitar ao que me foi imposto por forças a mim desconhecidas, já que não sou ligada a nenhuma religião ou rótulos, o que me norteia é o amor ao próximo e não faça a ninguém aquilo que não gostaria que fizessem contigo. Mergulhei fundo no trabalho, indo até a exaustão como forma de terapia. Atualmente vivo de recaídas repentinas e o choro vem sem hora de parar e assim vou administrando cada dia para suplantar a saudade dolorosa daquele que foi meu parceiro, confidente e muito, muito mesmo amado filho aqui e por toda eternidade.


Elsy Myrian Pantoja
Direitos Autorais Resrvados        

Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo