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domingo, 3 de junho de 2012

Responsabilidade





Cansei de me flagrar em circunstâncias em que eu jurava que havia ocorrido uma falha do cenógrafo na montagem do ambiente: tudo o mais poderia estar no lugar correto, mas não era para eu estar ali. Aí era um tal de listar os supostos culpados, lamentar a má sorte, um blablablá triste toda vida, sob o fundo musical de “Ó, Deus, como sou infeliz”. Muitas cenas depois, porque só o tempo é capaz de nos dar olhos que veem um pouco além das aparências, comecei a encaixar as peças daquelas tais circunstâncias e a perceber que estive exatamente onde eu me coloquei. Nem um centímetro a mais nem a menos. Eram os meus sentimentos, minhas dores pendentes de cura, minha resistência à mudança, minhas crenças equivocadas sobre mim, que me atraíam para aqueles cenários. Peças encaixadas, descobri que, no fim das contas, a roteirista o tempo todo era eu.
Se a história não me agrada, preciso aprender a reescrevê-la até que se torne parecida com a ideia que passa pelo meu coração. O roteiro só muda quando eu assumo a minha responsabilidade por ele e me trabalho para ser capaz de modificá-lo. Não adianta culpar o cenógrafo.

Ana Jácomo


2 comentários:

  1. Verdade!! Somos os autores da nossa história!!
    Belo texto para refletir!

    Tenha uma semana iluminada!
    Beijinhos!♥

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  2. Olá, querida Elsy
    A co participação na escrita da nossa história é deveras importante... com a maturidade, vamos aprendendo a reverter o quadro... contando com o auxílio de Deus sempre!!!
    Bjm de paz

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Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo