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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DENTRO DO SONHO

 
 
 
As várias coisas que acontecem, as várias formas assumidas pela vida, têm uma natureza efémera. Todas são passageiras. Coisas, corpos, egos, acontecimentos, situações, pensamentos, emoções, desejos, ambições, medos, dramas... todos chegam, fingem ser importantes e, quase sem nos darmos conta, desaparecem, dissolvem-se no nada de onde vieram. Terão alguma vez sido reais? Terão alguma vez sido mais do que um sonho, o sonho da forma?

Quando acordamos de manhã, o sonho da noite dissolve-se e nós dizemos: "Era um sonho, não era real." Mas alguma coisa no sonho deve ter sido real, senão ele não existiria. Quando a morte se aproxima, talvez olhemos para trás e nos questionemos se a nossa vida foi apenas mais um sonho. Mesmo agora, se olharmos para as férias do ano passado ou para o que se passou ontem, verificamos que é muito semelhante ao sonho que tivemos a noite passada.
Existe o sonho e existe o sonhador do sonho. O sonho é um breve jogo de formas. É o mundo - relativamente real, mas não absolutamente real. Depois há o sonhador, a realidade absoluta, na qual as formas vão e vêm. O sonhador não é a pessoa. A pessoa faz parte do sonho. O sonhador é a base na qual o sonho aparece, aquilo que torna o sonho possível. É o absoluto que subjaz ao relativo, o intemporal que subjaz ao tempo, a consciência na forma e por detrás da forma. O sonhador é a própria consciência - quem nós somos.

Acordar dentro do sonho é o nosso intuito agora. Quando estamos despertos dentro do sonho, o drama do mundo criado pelo ego chega ao fim, e um sonho mais benéfico e maravilhoso começa. É o novo mundo.


(Eckhart Tolle in Um novo mundo)

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