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terça-feira, 17 de novembro de 2009

E tome ferro no povo



Há momentos que as imagens dispensam palavras, mas não vou cansar de esgoelar contra as mazelas de nossa sociedade. Estamos vivendo um caos com a natureza em fúria, do Oiapoque ao Chuí, tornados, alagamentos, soterramentos, chuvas torrenciais enfim, mas o que está sendo feito para minorar o sofrimento da população atingida por essas catástrofes naturais? Os rios assoreados pela mão do homem, movidos pela  ganância de expansão imobiliária, contando com a conivência das autoridades corruptas que aprovam projetos de construção em áreas impróprias, o desmatamento desenfreado que também quase nada é feito pra controlar sendo esse um dos motivos de nossa mudança climática. Estamos cada vez mais desamparados, setores de nossa sociedade como a OAB, CNBB, ABI e tantas outras que no passado se aliavam para por um freio em tantos desmandos, hoje são vozes passivas, saudade dos nossos movimentos estudantis, dos sindicatos que uniam os anseios e faziam a grita geral. Só nos resta elevar as mãos aos céus e pedir que nem uma viga de concreto de uma obra mal feita e mal planejada caia em nossas cabeças, que o vendaval não carregue nossas casas e famílias não morram soterradas como aconteceu aqui ontem na estrada de Teresópolis onde em uma queda de barreira, ceifou uma família inteira, um casal cuja esposa estava  grávida e o filho do casal. É caríssimos colegas temos uma arma, o nosso dom de escrever e é assim que vamos deixando em nossos textos a revolta e indignação com tanto descaso por nós cidadãos espoliados em seus direitos. Mas ai de nós se deixarmos de cumprir nossos deveres como pagar o Imposto de Renda, Ipva etc...

Elsy Myrian Pantoja
Imagem Google

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Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo