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sexta-feira, 9 de abril de 2010

NA PRIMEIRA LUZ DA AURORA





O ar estava quieto

Um ou outro gorjeio no silêncio.

Parei os sentidos para ouvir o tempo.

Sem mover-me. Sem nenhum ruído

Segui os passos dos meus pensamentos,

cautelosa, pela trilha aberta, caminhei.



Segui em silêncio.

Nos minutos passados a ansiedade presente.

Pelas frestas de meus olhos surgiu

a primeira luz da aurora.



Passeavam diante de meus olhos

meus maiores sonhos.

Quimeras queridas e não realizadas

que me diziam da possibilidade do impossível...



Sem realizá-los sou incompleta,

preciso continuar a obra da vida,

produzir loucamente,

dar-me de presente a paz do outono,

pois a vida é vivida em retrospecto,

ainda que eu a viva para a frente.



Escolho viver.

Viver os riscos. Sem peia nem teia,

Escolho a alegria, o sorrir....

Escolho o amor que há em mim!

Escolho arriscar, experimentar,

sem ter certeza de nada...



Quero é aprender, chorar, sofrer, crescer,

quero me envolver, saber viver e morrer,

quero o sorriso da pálida lua que se despede

com a primeira luz deste amanhecer.
 
 
 
Delasnieve Daspet
Imagem Google

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Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo