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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Dois Pesos e uma medida



A você que até então eu respeitava e a tinha na conta de uma boa amiga, só tenho algo a lhe dizer, em resposta a sua atitude grosseira com um cidadão, apenas pelo fato de não pertencer a sua abjeta classe, dos que enriqueceram, mas regrediram nas virtudes morais e éticas que devem nortear a vida de todos nós, resumindo, rico humilhando o pobre: Não deixe que valor monetário escale tão alto na sua busca de poder, lhe fazendo perder parâmetros, tornando-a vulgar e deselegante no trato social com seus semelhantes.
Não se deixe subjugar pela ganância e assuma o controle na conduta e retidão de seu caráter.
Por quanto mais dinheiro ou posses você tenha, na realidade nas entranhas de seu intimo, você acaba se tornando uma escrava disso tudo.
O que isso quer dizer, procure o equilíbrio, entre a avareza e a prodigalidade, ou melhor, quando você encontrar um cidadão comum, que recebe apenas um salário mínimo ou nem isso para sua sobrevivência, comprando algo, como por exemplo, uma guloseima para um filho, creia, para ele, é um regalo de inestimável valor, pois ali ele esta exercendo um ato compatível com sua condição financeira se considera um rico e o é de fato.
E na proporção inversa toda vez que um milionário ambiciona um patrimônio, cede ao desejo de possuir pelo simples fato de ter, ele se coloca no lugar do carente acima, só que como um pobre de espírito. Consumir, poder adquirir nossos bens materiais é muito bom, isso é inquestionável, mas não é de forma alguma o imprescindível em nossa vida. O que quero dizer cara amiga, que as virtudes morais e cristãs precedem a todo e qualquer valor financeiro que você possa ter. No crivo da razão prevalece o bom senso, a posse pela necessidade e não pela leviandade, cobiça ou ostentação. Por vezes a indignidade e a molecagem afetam os brios de seus desafetos que tão impiedosamente você julga e condena.
Quero deixar bem claro a você, que amigo nem sempre e aquele que nos cobre de elogios, apupos e massageia nosso ego. Talvez você minha amada, em sua antipatia e inveja, sempre criticando ferozmente seu próximo é que nos mostra o estreito caminho da alma por onde deveria jorrar a delicadeza no trato com seus semelhantes independente da classe social do mesmo.


Elsy Myrian Pantoja

Imagem do Google pesquisa

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