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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Quanto Tempo....


Quanto tempo precisamos para nos sentirmos satisfeitos pela presença daqueles que amamos?
Quanto tempo será necessário para que se gere aquela sensação de satisfação plena, a agradável sensação de realização...

Há momentos em que apenas alguns minutos bastam para termos a sensação de satisfação. Não é que não preferissimos continuar na companhia daquela pessoa de quem tanto gostamos, mas algo naqueles breves momentos foi suficiente para nos fazer aguentar o resto do dia sem a sua companhia. Outros momentos há em que nem duas, nem três, nem seis horas bastam... Há sempre algo que falta, um ponto inatingível, que nos deixa quanto baste insatisfeitos e na ânsia de mais um pouco, mais um minuto, o mais de qualquer coisa que não conseguimos bem atingir nem sequer identificar. E sentimo-nos assim, insatisfeios, frustados por algo que nos falta mas nem sabemos o quê, algo que não fluiu como precisávamos. Sentimos aquele pequeno vazio que não conseguimos preencher, mas que quase estivemos lá, quase nos encheu de alegria e felicidade. Algo que nos escapa.

Por vezes, damos tanta importância a certos pseudo-pormenores que nem nos apercebemos que somos nós próprios que bloqueamos o espaço vazio, que lhe vedamos o acesso, e assim evitamos que ele possa ser preenchido. Não reparamos que, na ânsia de buscarmos algo que nos falta ou precisamos, nem cuidamos do momento que vivemos, não o vivemos plenamente e harmoniosamente, e dessa forma nunca nos sentiremos satisfeitos pelo breve mas gostoso contacto.

A sofreguidão de conseguirmos um dado sentimento, o anelo que por vezes se apodera de nós, é muitas vezes inimiga da plenitude com que podemos gozar um breve momento, deixa-nos escapar o mais importante, a essência do momento, da pessoa com quem estamos.

Quanto tempo precisamos para nos sentirmos satisfeitos pela presença daqueles que amamos?
Quanto tempo será necessário para que se gere aquela sensação de satisfação plena, a agradável sensação de realização...
...nenhum!

Nem todo o tempo do mundo bastará se não o vivermos plenamente.
Nenhum tempo específico, pois esse tempo é relativo e depende inteiramente de como vivemos a presença de quem amamos. E por vezes, basta aquele olhar de um segundo, aquele pequeno e breve contacto inaudível, para nos sentirmos no auge do contacto mais íntimo, embrenhados na pessoa que nos acompanha, envolvidos no mesmo universo, na mesma partilha, no mesmo corpo...
...no mesmo sentimento.

Algo a analizar!!!!!
Texto na integra do blog citado abaixo de muito boa qualidade
http://chocolatesexoementiras.blogspot.com/
Imagem google

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Coletânea de poemas de vários autores - Trabalho Primoroso da Poetisa Luna de Primo